Nossa missão é promover a consolidação de uma ampla rede de parceiras para garantir o desenvolvimento sustentável no maior conjunto de favelas no Rio de Janeiro, a Maré, a partir da articulação de pessoas e instituições comunitárias, da sociedade civil, de universidades, de órgãos públicos e da iniciativa privada.

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"Sou moradora da Maré há 16 anos, morava apenas com a minha mãe e meus sobrinhos, mas depois de um acidente em casa, agora também moro com minha irmã e meu cunhado. No atual momento, minha irmã está desempregada (e cursando Enfermagem) e meu cunhado está fazendo bico (e fazendo um curso de barbeiro), então o único sustento da casa é minha mãe, que é diarista. Nenhum deles tem o ensino médio completo. Nunca fiz nada além do Preparatório, já que nunca fui de sair de casa mesmo. Durante muito tempo ouvi familiares falando para tentar escolas federais, até pensei em fazer prova pro Pedro II quando estava no 7°ano, mas desisti quando soube que teria que voltar um ano para poder entrar. Quando cheguei no 8°ano, a ideia de fazer um ensino médio melhor do que as escolas estaduais proporcionavam era maior que tudo, então procurei alguns preparatórios. Não tinha dinheiro para pagar um curso particular, então me indicaram a Redes. No 9°ano comecei o Preparatório e com ele aprendi diversas coisas que o município não me proporcionou. Chegando na reta final já, começou a desistência, fui vendo um por um saindo do curso, e no final, uma turma que tinha mais de 20, mal havia 10 alunos em sala de aula. Comecei a ter preguiça de ir às aulas, pois estudava de manhã, acabei aceitando a proposta de um professor pra fazer umas aulas extras após às aulas e logo depois tinha o projeto. Eu não tinha tempo nem de respirar direito. No dia da prova do CEFET, antes dela começar, consegui relembrar de cada aula que tive ao longo do ano e vi que havia me esforçado ao máximo. Fiz a prova com muito nervosismo e ansiedade e infelizmente não passei. Depois dela, acabei desistindo de fazer a prova do IFRJ pois achava que não tinha capacidade suficiente. Um tempo depois foi a prova do Pedro II e eu não queria de jeito nenhum fazer, mas fui obrigada. Fiz a prova apenas com o conhecimento que adquiri ao longo do ano, pois pra essa prova, eu não havia nem estudado. Teve a primeira chamada e vi que tava na lista de espera, mas não liguei muito, porque no fundo sabia que não passaria. Viajei e assim que cheguei no Rio de novo, fui ver a chamada só por curiosidade e lá apontava que tinha sido aprovada. Chorei horrores e logo fui comentar com alguns professores que haviam me apoiado ao longo do ano, comentei sobre a minha entrada no Pedro II numa publicação da Kelly, em que ela falava sobre a entrada de alguns alunos nas escolas. Tive um ano letivo difícil no Pedro II, afinal, com o técnico fica ainda mais difícil, mas no final deu tudo certo e agora já estou com duas estrelinhas no bolso do uniforme (já querendo as três rs). Vejo a Redes como uma oportunidade dos moradores ingressarem em escolas com um ensino melhor do que as escolas estaduais e municipais, em faculdades, etc. Além disso, ele te ensina a ter uma visão melhor de mundo, sempre buscando nos ensinar a pregar o amor, respeito e solidariedade. TODOS deviam conhecer o Redes e quando me perguntam como entrei no CP2, faço questão de contar tudo que vivi no curso. Jennifer Albuquerque, ex-aluna do Curso Preparatório para o Ensino Médio em 2016, aprovada para o Colégio Pedro II. “Meu nome é Bruno Lima dos Santos, fui nascido e criado na comunidade da Maré, sendo sustentado pelo meu pai (técnico de refrigeração) e minha mãe (técnica em enfermagem), sempre obtive uma boa base de ensino devido ao fato de ambos completarem o Ensino Médio. Além do preparatório, já fiz atividades físicas na instituição Luta Pela Paz e 1 ano de espanhol na Redes da Maré. Fazendo todos os projetos, minha participação não correspondia a minha vontade devido a problemas pessoais. O projeto me auxiliou no meu aprendizado e ainda mais no meu psicológico, pois você via que tinha outras pessoas na mesma situação. Graças à Redes da Maré consegui passar para o colégio em que estou. Apesar de ser particular não ocorre discriminação por lá, melhor, achei até o meu lugar. A Redes da Maré pode ter cursos que o ajudam no mercado de trabalho ou no ensino, mas acredito que seja mais isso. A instituição o auxilia de diversas formas, encaminhamentos, recomendações, ou até, conversas. Mesmo fazendo tudo o que pode, ela não pode fazer todo o necessário, mas através de uma equipe competente, já superamos diversas dificuldades."
DEPOIMENTO Bruno Lima, ex-aluno do Curso Preparatório para o Ensino Médio em 2017, aprovada para o CEFET [...]
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