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Os professores com os dizeres “SOS Samora”, chamam atenção para as condições do CIEP | Foto: Elisângela Leite

Hélio Euclides

Queremos o Samora de volta!” Essa era a reivindicação que estava em uma das faixas da manifestação do CIEP Presidente Samora Machel. O protesto Ato de Amor pelo Samora contou com profissionais, pais e alunos, que se reuniram em frente ao colégio no dia 6 de setembro e saíram pelas ruas da Maré em caminhada, para a retomada das obras no prédio, o fim dos arrombamentos e depredações e o retorno das aulas.

A passeata seguiu até a Avenida Brasil e o trânsito foi interrompido duas vezes. Motoristas entenderam o protesto, buzinaram como forma de apoio. “É um movimento de luta da comunidade que precisa da escola. Não aceitamos o fechamento do colégio e a paralisação da obra”, diz Rafaela Brito, mãe de um aluno.

Os professores vestiam camisas pretas, com os dizeres “SOS Samora”, para chamar atenção para as condições do CIEP. “O incêndio ocorreu por falta de conservação. Antes já tinha ocorrido três pequenos curtos-circuitos. Agora queremos a retomada da obra”, revela uma professora que preferiu não se identificar. Na passeata, os pais também empunhavam cartazes pedindo a atenção das autoridades. “Estamos aqui pela educação das crianças”, resume Mônica Loreto, mãe de aluna.

Instrumentos musicais e gritos de ordem animavam o protesto: “Aha, uhu, o Samora é nosso”. “No dia do incêndio eu estava ajudando. O poder do morador foi mostrado no ‘Maré de Notícias’, e desejamos continuar lutando pela educação. Quero minha filha no CIEP, e não em outra escola. É uma honra gritar pelo Samora e repetiria isso mil vezes, pois foi a escola em que estudei”, afirma Adriana Custodia, do Conselho Escola Comunidade.

 “Participei deste protesto, pois vi esta escola ser construída, e não aceito essa situação. Essa união vai nos ajudar a alcançar o nosso objetivo”, comenta Silvana Araújo, moradora da Maré. “Na Maré não precisamos pegar ônibus para levar os filhos à escola, ela está na nossa porta, por isso não podemos abandoná-la”, disse Aline Cristian.

Ao final da atividade, houve uma reunião da direção, profissionais de ensino e funcionários com Nilo Albuquerque, coordenador regional da Maré; Marisa Barros, subgerente de educação; e Hildebrando Gonçalves, o Del, superintendente de Ramos. Na reunião foram detalhadas as obras necessárias e todos saíram com uma boa notícia: “a reforma vai ser retomada no dia 11 de setembro”, declarou Del.

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