Produção de conhecimento – Redes da Maré

Produção de conhecimento


Projetos em andamento



O projeto iniciado em 2016 tem como objetivo coletar e sistematizar os dados sobre situações de violência nas 16 comunidades da Maré, sobretudo em dia de conflitos armados decorrentes da atual política contra drogas e de Segurança Pública no país. As informações sobre conflitos armados e violações de direitos colhidos por tecedores da Redes da Maré em 2016 muniram a primeira edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré, lançado em 2017. Segundo a publicação, em 2016, aconteceram 33 operações policiais na Maré, com 17 mortes em decorrência de intervenção policial e 20 dias de atividades suspensas nos serviços públicos. A proposta é que todos os anos os dados sejam atualizados numa nova edição do boletim. Simultaneamente, também vem sendo realizada pesquisa junto a órgãos públicos e meios de comunicação de massa, para compreender o impacto das violências na vida dos moradores da Maré.

Saiba mais



Projetos concluídos

A pesquisa “Ocupação da Maré pelo Exército Brasileiro” – disponível em PDF - teve como objetivo registrar a percepção dos moradores de 15 favelas da Maré sobre o processo de ocupação pelos militares na região, realizado durante 14 meses, até junho de 2015, envolvendo cerca de 2.500 homens das Forças Armadas. O trabalho buscou estabelecer uma comparação com a atuação histórica dos agentes da Segurança Pública na região. Entre fevereiro e setembro de 2015, cerca de mil moradores foram entrevistados sobre suas percepções sobre Segurança Pública, mobilidade urbana e segurança, além de darem sua avaliação geral sobre a atuação das forças policiais e Forças Armadas na Maré.

Saiba mais


Affective Map

Uma parceria da Redes da Maré com a Universidade de Cardiff, no País de Gales, permitiu a realização de uma pesquisa sobre violência com oito mulheres moradoras da Maré. Chamada de “Affective Map” ou “Mapa Afetivo”, a pesquisa levou em conta percepções sobre segurança das mulheres entrevistadas, aliando suas respostas a seus dados fisiológicos. A pesquisa - ainda em fase de compilação - tem como objetivo construir um mapa afetivo destas mulheres durante a circulação em diferentes espaços do território da Maré.

Equipe:

Eliana Sousa Silva

Lidiane Malanquini

Parceria:

Universidade de Cardiff

Percepções sobre o acesso à justiça

Em 2016, uma parceria da Redes da Maré com a empresa de soluções de comunicação para o desenvolvimento social MGov Brasil deu origem à pesquisa “Percepções sobre o acesso à Justiça”, realizada com 240 moradores da Maré. Os dados levantados mostram, por exemplo, que 36% de pessoas dentro os entrevistados já tinham passado por algum tipo de violência, dos quais 70% disseram que procurariam a Justiça para reclamar da violência, mas, de fato, apenas 29% das pessoas realmente se mobilizaram para fazer a reclamação. Finalmente, entre os que não procuraram a Justiça, 41% disseram que não o fizeram porque “não se sentiam confortáveis”. Outro dado revelador é que 85% dos entrevistados disseram que deveria haver um órgão público de acesso à Justiça na Maré e, desse grupo, 52% defenderam que o órgão público deveria ser a Defensoria Pública.

Equipe:

Lidiane Malanquini

Alberto Aleixo

Parceria:

MGov Brasil