Núcleo de Memória e Identidade da Maré (NUMIM) – Redes da Maré

Núcleo de Memória e Identidade da Maré (NUMIM)

Identidades, Memória e Comunicação


Desde 2010, o Núcleo de Memória e Identidade da Maré vem trabalhando intensamente na construção das memórias das 16 comunidades que formam a Maré e seus reflexos no presente, envolvendo moradores e pesquisadores. Trata-se de um trabalho em grande parte baseado em registros orais de personagens emblemáticos da região, pessoas que foram vitais e fizeram a diferença nas comunidades em que escolheram viver há décadas. Os depoimentos são colhidos nas casas dos moradores, enriquecendo ainda mais cada história. Assim, entende-se de forma mais aprofundada a memória de grupos marginalizados pela sociedade e pela própria História. Há ainda uma pesquisa contínua em acervos públicos e privados, levantando o passado da Maré, ressaltando sua relação com a cidade.

Um projeto de longo prazo, que já gerou dois livros sobre as formações de Nova Holanda, Morro do Timbau e Parque Maré, frutos da coleção "Tecendo Redes de Histórias da Maré". Em 2016, uma nova frente foi criada: o Núcleo ampliou suas ações, abrindo um debate sobre questões ligadas à cultura negra e ao racismo, tão caras aos moradores da Maré. O projeto Heranças Africanas se tornou uma ação permanente, com diferentes eventos, atividades e oficinas em 2016 e 2017, sobre a presença negra nas diferentes comunidades da região, incluindo a realização de um documentário pela ECOM sobre avós negras, As griots da Maré.

Em 2018, o Núcleo vai reforçar sua área de publicações com um guia para as aulas de campo do Curso Pré-Vestibular da Redes da Maré e com a publicação de um livro infantil com histórias da Maré, além de retomar o Projeto Tecendo REDES de Histórias.

Equipe:

Direção/Coordenação: Edson Diniz

Tecedores: Tereza Onam; Thaís de Jesus, Henrique Gomes, Ernani Alcides, Ary Pimental, Marcos Melo, Inês Cristina e Suélen Brito

Patrocínio:

Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (2016)

Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) (2010).

Parcerias:

Galpão Bela Maré, Observatório de Favelas, Anistia Internacional, Projeto Afrobetizar e ONG Luta pela Paz.


Principais realizações

  • 2017

    2ª edição do Seminário Tereza Benguela/ Sarau com a presença da escritora Conceição Evaristo / Projeto Palmares de todos os tempos, com atividades na Biblioteca Escritor Lima Barreto;
  • 2016

    Seminário Rio 450 anos A partir da Favela: encontro com historiadores e moradores para discutir os 450 anos da cidade, partindo do desenvolvimento de suas favelas;

    Início do projeto Heranças Africanas na Maré, com debates, encontros, oficinas, seminários e cursos e lançamento do documentário As griots da Maré, com depoimentos de moradoras antigas da região;

  • 2014

    Lançamento do livro Morro do Timbau e Parque Proletário;
  • 2012

    Lançamento do livro Memória e Identidade da Nova Holanda.

Publicações

Memória e Identidade da Nova Holanda (2012)

Um relato do início de vida na região, quando os moradores, quase todos imigrantes de outras cidades, conviviam com a falta de água e luz e as ameaças de remoção. Autores: Edson Diniz, Marcelo Belfort e Paula Ribeiro. Pesquisa: Higor Antônio, Marcelo Lima, Kelly San e Diogo Vitor.

Baixe aqui o PDF.

Memória e Identidade dos moradores do Morro do Timbau e Parque Proletário da Maré

Por ser uma área seca, o Morro do Timbau foi o primeiro a atrair os trabalhadores, especialmente nos anos 1940 com a abertura da Avenida Brasil (então Variante Rio-Petrópolis). A ocupação do Parque Maré teve início no final da mesma década. Autores: Edson Diniz, Marcelo Belfort e Paula Ribeiro. Pesquisa: Higor Antônio e Marcelo Lima.

Baixe aqui o PDF.

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