Clima de apreensão na maior favela do Rio
22 de fevereiro de 2013
Maré de Notícias #39
20 de março de 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

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[toggle title=”Para os índios da Maré, tudo!”]

Grupo busca projetos para o fortalecimento da cultura e identidade dos índios que vivem na Maré

Por Silvia Noronha

O Grupo Raízes Históricas Indígenas deseja conhecer melhor os índios do Rio de Janeiro e decidiu começar o trabalho pela Maré. Fomos escolhidos porque nossas comunidades concentram o maior número de indígenas em situação urbana entre os bairros cariocas. São mais de 5.000, segundo o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O objetivo do mapeamento é obter informações que contribuam para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para os indígenas nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e sustentabilidade e formação de liderança. O fortalecimento da identidade, auto-estima e da cultura indígena fazem parte do trabalho.

Na Maré, o grupo começou a coletar informações junto às equipes das Clínicas da Família e pretende descobrir outras organizações que tenham cadastro de indígenas locais. A ideia é promover eventos e ações que aproximem os índios para que eles participem dos projetos que serão criados. O primeiro deles já está garantido: a PUC-Rio vai patrocinar um curso pré-vestibular, a ser oferecido em parceria com a Redes da Maré. Quem passar no vestibular da PUC   erá bolsa de estudos integral. Como contrapartida, o aluno fará pesquisa de campo em aldeias indígenas, o que, além de permitir que ele pratique a cultura indígena, poderá abrir caminho para um futuro curso de mestrado.

“Desejamos incentivar a formação, por exemplo, de historiadores para que a história do país seja contada pelos povos originários desta terra, que são os indígenas; engenheiros que trabalhem a questão ambiental nas aldeias; médicos que entendam questões de saúde específicas, pois há doenças étnicas como a intolerância à lactose, que é característica dos indígenas”, cita Anápuáka Muniz, que é proveniente do povo Pataxó Hãhãhãe, do sul da Bahia, que, por sua vez, é da etnia Tupinambá.

Twry (moradora da Maré), Anápuáka, e Papión Karipuna (ou Cristiane), que estão à frente do mapeamento, dizem que os indígenas que moram nas cidades formam uma “aldeia urbana”. “Em geral, viemos para a cidade e perdemos nossa própria cultura. Quando nos unimos e nos encontramos, promovemos um resgate cultural”, explica Cristiane.

Os adereços indígenas que eles fazem questão de levar são uma estratégia de identificação. Os três sentem preconceito na rua, mas seguem firmes trabalhando a auto-estima e lutando contra as atitudes hostis e o preconceito. “Somos estrangeiros na nossa própria terra”, observa Anápuáka. É bom lembrar que os povos originários do Brasil são os indígenas e mesmo aqui, onde hoje estão as comunidades da Maré, era habitado por índios há 8 mil anos.

O Grupo Raízes Históricas Indígenas foi formado no ano passado, após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Rio + 20. Entre os participantes está Twry Pataxó (pronuncia-se “Turi”), que muitos já conhecem. Desde 2010, ela coordena o grupo Mães da Maré, que reúne mulheres das nossas comunidades que fazem artesanato com material reciclado e vendem para diversas lojas Brasil afora.

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[toggle title=”Ameaça ao ir e vir”]

Licitação da prefeitura prejudica usuários e motoristas de kombis

Por Hélio Euclides

A licitação do transporte alternativo do município virou polêmica. O ato promovido pelo prefeito Eduardo Paes não agradou aos motoristas de kombis, que se sentem prejudicados por não terem sido ouvidos. Com isso, inúmeras linhas atuais ficaram de fora da licitação aberta pela prefeitura. Se for mantido o processo licitatório, no segundo trimestre deste ano a Maré contará com uma única linha, cujo trajeto ainda não foi divulgado. Outras terão direito apenas de cruzar a Avenida Brasil fazendo a ligação Bonsucesso x Ilha do Governador. Todas funcionarão 24h por dia.

“Entregamos uma carta ao antigo secretário de Transportes, Alexandre Sansão, garantindo que passaríamos a ter kombis novas e que os motoristas fariam curso de direção. Contudo, não obtivemos resposta até hoje, e ainda levamos corrida da Polícia Militar e do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários, do governo do estado)”, conta o coordenador dos Cabritinhos da Maré, Ademir Mattos.

O diretor do Sindicato dos Permissionários dos Serviços de Transporte de Passageiros e Comunitário do Município do Rio de Janeiro (Sindvans-Rio), Paulo Oliveira, acredita que o transporte alternativo é de suma importância para comunidades  que não têm condições de receber ônibus. “Esse processo das licitações é uma agressão à lei. Estamos organizando um mandado de segurança contra a barbaridade que o prefeito está realizando, tudo para nos prejudicar. Ele rasgou um acordo que tinha feito antes da eleição, e inventou essa licitação logo no recesso parlamentar. Tudo nos leva a crer que ele quer o extermínio da categoria”, critica Paulo.

Ademir, por sua vez, critica ainda as exigências da  licitação, pois o motorista não consegue concluir o processo de legalização. Entre as exigências, estão aquisição de vans (não haverá mais kombis) e motoristas com ensino médio completo. Não poderá mais haver cooperativas.

Moradores querem “cabritinhos”

Para ele, a solução seria a legalização dos cabritinhos, nome dado às kombis de transporte alternativo de pequenos trajetos, que circulam com uma faixa azul escura no seu entorno. “Estamos com 16 mil assinaturas de moradores de toda a Maré, reivindicando a regulamentação dos cabritinhos para Bonsucesso. Já tentamos falar com o prefeito duas vezes, e ele não nos atendeu. Os motoristas todos têm carteira ‘D’; só na linha do Pinheiro são 11 cabritinhos, ou seja, 11 famílias que precisam do sustento”, desabafa. Os cabritinhos começaram em 1967, no Morro dos Cabritos, em Copacabana, por isso o transporte recebeu esse nome.

A assessoria do prefeito Eduardo Paes informou que já realizou o processo de licitação das vans. O lote 3.2, que abrange a Leopoldina, reuniu 546 vagas e 26 linhas. A previsão é de que o resultado seja publicado no Diário Oficial do Município no mês de abril.

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[toggle title=”Navegue com segurança!”]

Conheça os riscos da internet e saiba como preveni-los, principalmente se você tiver crianças e adolescentes em casa

Por Mirella Domenich

A internet faz parte de nosso cotidiano, seja em casa, nas lan houses, no trabalho. Ao mesmo tempo em que ela traz diversas possibilidades de aprendizado e de interações, também pode nos expor a alguns perigos, como crimes de pornografia, incitação da violência e de preconceitos.

Dados divulgados pela ONG Safernet apontam que sete entre dez crianças entre 11 e 12 anos possuem perfil nas redes sociais e que 16% fizeram contatos com desconhecidos em jogos online. Ao mesmo tempo, metade dos pais e das mães não verificam as pessoas adicionadas no perfil da rede social dos seus filhos e 74% deles reconhecem que deveriam fazer mais em relação ao uso da Internet por seu filho.

Tanto o adulto quanto a criança precisam saber como se comportar na internet para tirar o melhor proveito dela. Pensando nisso, o Maré de Notícias selecionou algumas dicas para você navegar com segurança.

Se você é adulto e tem criança em casa…

• Navegue sozinho ou com seus filhos. Peça-lhes que ensinem o que sabem e navegue algumas vezes. Essa é uma boa forma de proteção, pois você não pode lutar contra o que não conhece!
• Estabeleça regras razoáveis de uso da internet, que possam ser cumpridas. Por exemplo: durante a semana, permita o uso da internet para tarefas escolares e estipule um tempo para isso, fixe horários nos fins de semana que possam ser alternados com atividades ao ar livre;
• Saiba onde seu filho navega e que sites ele frequenta;
• Instrua seu filho a não divulgar dados pessoais;
• Verifique se alguns sites ou redes sociais têm mecanismos de segurança e utilize-os. Algumas informações podem ser privadas ou públicas, e é importante ficar atento;
• Não use fotos em alta resolução na construção de perfis em redes sociais.
• É recomendado utilizar apelidos. “Não fale com estranhos”. Isso deve servir também para a comunicação virtual;
• Caso encontre algum material violento ou ofensivo, explique a seu filho o que pretende fazer sobre o fato.

Se você é criança ou adolescente…

• Peça sempre permissão para seus pais quando for entrar na internet;
• Não converse com estranhos, nem aceite nada deles na internet sem autorização de seus pais;
• Nunca use seu nome verdadeiro nos jogos, no chat, e-mail ou site de relacionamento;
• Não dê, nem mostre seu endereço, telefone, nome da escola ou dos parentes;
• Sempre que acontecer algo estranho, chame um adulto de confiança para denunciar.

Fonte: Safernet Brasil.

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[toggle title=”Novo Espaço Infantil na Maré”]

A prefeitura inaugurou, no dia 1º de fevereiro, mais um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) na Maré. O EDI Professora Solange Conceição Tricarico fica na Avenida Guilherme Maxwell, n° 107, onde ficava o antigo Sesi Maré, atrás da Escola Municipal Bahia. Esses espaços são destinados à educação na primeira infância, juntando creche e pré-escola. Atende crianças de seis meses a 5 anos e 11 meses de idade.

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