EIXO DE ARTE E CULTURA

O Eixo Arte e Cultura idealizado pela Redes da Maré optou pela promoção da cultura na sua interface com a formação artística, compreendendo que o acesso à arte possibilita ampliar a capacidade de cada sujeito de compreender, imaginar e agir no mundo. Nesse sentindo, o eixo articula ações continuas e de longo prazo que aliam formação, criação e difusão das artes na Maré através de parcerias com artistas comprometidos com processos pedagógicos e da manutenção de espaços dedicados à cultura e às artes. Assim, a Redes da Maré idealizou o Centro de Artes da Maré, criou a Biblioteca Popular Lima Barreto e, ainda, optou pela cogestão da Lona Cultural Municipal Herbert Vianna. Suas ações são desenhadas também a partir das outras áreas de atuação da instituição, entendendo que as ações do eixo Arte e Cultura desempenham um papel fundamental para a missão de cada um destes eixos, a Educação, a Segurança Pública, a Comunicação e o Desenvolvimento Territorial. Ao longo de sua atuação, o eixo vem legitimando a Maré como ambiente de criação, de circulação e de produção e vem contribuindo para o redesenho da cartografia da cultura da cidade do Rio de Janeiro, na qual os palcos e personagens dos espaços populares tornam-se cada vez mais protagonistas.

PROJETOS

Azulejaria

Foto: Elisângela Leite

A Maré começou a se colorir com os azulejos em 2006, quando a Redes da Maré firmou uma parceria com o coletivo Azulejaria para a realização das oficinas do Atelier Azulejaria, uma das atividades do Programa Criança Petrobras na Maré (PCP).

Fundada em 2003 no Rio de Janeiro pela arquiteta e artista Laura Taves, a Azulejaria é um coletivo de artistas e artesãs, que combinam produção artística e projetos educacionais aliados a ações sociais, culturais e urbanas.

Nas oficinas de azulejaria realizadas na sede da Redes, os alunos pintam azulejos que incorporam referências do universo infantil e refletem criticamente sobre o cotidiano da comunidade. Personagens da Disney, blindados policiais, lixo nas ruas e brincadeiras são temas de frequentes nas peças produzidas.

O trabalho incorpora o estudo de obras literárias (como mostra o painel sobre a obra de José de Alencar, O Guarani, colocado na entrada da Redes) e as pesquisas sobre a história das comunidades do bairro desenvolvidas pelo Núcleo de Memória e Identidade da Maré.

Em 2012, com o lançamento da primeira edição do Guia de Ruas da Maré, uma iniciativa da Redes e do Observatório de Favelas apoiada pelas 16 associações de moradores locais, o projeto passou a incorporar a dimensão da intervenção urbana. Foi iniciada a produção de placas de ruas em azulejo para as ruas, becos e vielas da Maré, pela primeira vez mapeados.

Em 2006, a Azulejaria ganhou o Prêmio Urbanidade do Instituto de Arquitetos do Brasil, por unir cultura e responsabilidade social.

Oficina de Arte Sobre Azulejo na REDES da Mare

Foto: Elisângela Leite

”Transformação. Oferecer novas possibilidades de expressar suas visões, e de trabalhar com os alunos a observação da cidade, do bairro, dos ambientes, para então, transformar estes espaços". Esta é a visão que move as educadoras Marcya Queyroz e Laura Taves na Oficina de Azulejaria, uma das atividades do Programa Criança Petrobras na Maré, executado nas escolas públicas do bairro pela  Redes da Maré.

Durante os últimos oito anos, Laura e Marcya atenderam cerca de 300 alunos, de 8 a 15 anos, nas oficinas de Azulejaria, que acontecem semanalmente na sede da Redes da Maré. Ao fim de cada ano, os alunos produzem um painel de azulejos, que então é exposto permanentemente.

A oficina de azulejaria é uma das atividades do Programa Criança Petrobras na Maré, que busca fortalecer e qualificar a educação na rede pública do bairro através de oficinas,  reuniões e seminários com pais e responsáveis, e do suporte para a formação continuada de professores. O programa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

Placas de Azulejo com Nomes das Ruas da Nova Holanda

Foto: Elisângela Leite

Em 2012 foi lançada a primeira versão do Guia de Ruas da Maré, uma iniciativa da ONG Redes da Maré e do Observatório de Favelas, com o apoio das 16 associações de moradores locais e do projeto Censo Maré, de onde o guia se originou. Era a primeira vez que as ruas, becos e travessas da Maré ganhavam um mapa.

As histórias do bairro Maré  e das 16 comunidades que o formam sempre fizeram parte dos conteúdos trabalhados na oficina de Azulejaria. Com as informações do Guia de Ruas,  foram produzidas algumas placas de ruas, em cerâmica, dentro do projeto Maré de Ruas e Histórias.

Maré de Ruas e Histórias compreende um conjunto de ações estratégicas, que têm como objetivo mobilizar e incluir os moradores em seu processo de produção de visibilidade para o território da Maré, essencial para garantir aos que lá vivem o direito à cidade. A produção das placas é um poderoso fator de mobilização, tendo ainda o potencial de contribuir para a qualidade de vida dos moradores.

Em setembro de 2013, a placa de rua da Maré passou a fazer parte do acervo artístico do Museu de Arte do Rio - MAR.

Equipe

Coordenadora – Laura Taves

Educadora – Marcya Queiroz

Contato

azulejaria.net

facebook.com/Azulejaria

Centro de Artes da Maré - CAM

Woekshop Anne Teresa De Keersmaeker, 2014

Foto: CLAP

Ocupando um galpão de 1200 m² na Nova Holanda, o Centro de Artes da Maré é um espaço de encontro dedicado à formação, criação e difusão das artes. Com destaque para a dança contemporânea, o CAM é sede da Lia Rodrigues Companhia de Danças e abriga, desde 2011, a Escola Livre de Dança da Maré, que conta com 300 alunos em suas oficinas abertas e 15 jovens em seu núcleo de formação continuada (o Núcleo 2). Oferecendo oficinas e apresentações de dança e teatro, entre outras atividades, o CAM atrai, a cada ano, cerca de 4000 pessoas, entre alunos, público e profissionais de toda a cidade, outros estados e países.

Principais realizações

2016 Residência artística com Renan Martins - Projeto Rede 2015 Dança Maré - Fomento da Secretaria de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro / Workshops da Vera Mantero, Michel Groisman e Alejandro Ahmed  - Panorama Festival / Intercâmbio com a Escola Municipal Artística de Vitry, França no Rio de Janeiro 2014 Aquisição do galpão através de uma campanha de doaçãoTemporada de Exercício M, de movimento e de maré / Intercâmbio com a cia. SINE QUA NON ART na França e no Brasil / Mostra Maré Artes Cênicas - Fomento da SMC / Workshop da Anne Teresa de Keersmaeker  - Panorama Festival / Abertura da galeria fotográfica AMARELO / Grande Prêmio da Crítica da APCA para os espetáculos Pindorama e Exercício M da Lia Rodrigues / Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro pelo conjunto das ações em arte e cultura 2013  Intercâmbio com Escola Municipal Artística e o Teatro Jean Vilar de Vitry na França / Temporada Maré de Artes Cênicas - Prêmio Cultura Funarte 2012 Criação de Exercício M, de movimento e de maré - FADA 2011 Abertura da Escola Livre da Dança da Maré / Teatro em Comunidades em parceria com a Unirio / Ponto de Cultura Mediadores de Cultura / Cine Mais Cultura 2009 Dança para todos, oficinas ministradas pelos bailarinos da Lia Rodrigues Companhia de Danças.

Equipe

Coordenadora do Eixo Arte e Cultura Maïra Gabriel Anhorn

Coordenadora do Centro de Artes da Maré Isabella Porto

Coordenadora pedagógica da Escola Livre de Dança da Maré Sílvia Soter

Diretora artística do Núcleo de Formação em Dança Lia Rodrigues 

Assistentes de produção Iury de Carvalho Lobo e Daniel Soares Martins

Secretaria Sálvia Ferreira

Equipe de apoio Luiz Gonzaga e Karina

Professores Renato Cruz, Marise Reis, Sylvia Barreto, Roberto Queiroz

Apoio e Parcerias

Lia Rodrigues Companhia de Danças

Parcerias

Departamento de Ensino de Teatro da Unirio, Théâtre Jean Vilar, Ecoles Municipales Artistiques de Vitry-sur-Seine, França, Festival Panorama

Apoio

desde 2011 Fondation d'Enterprise Hermès

2016 Rock in Rio 2015 Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - Fomento, Grupo Libra por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS) 2014 Globo Comunicações por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS) Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - Fomento 2013 Prêmio Procultura Funarte 2012 ecretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - FADA 2011 Petrobras por meio da por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (ICMS)

Contato

centrodeartes@redesdamare.org.br

021 - 3105-7265

Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda, Maré (próximo à Avenida Brasil, entre as passarelas 9 e 10)

facebook /centrodeartesdamare e /escolalivre.dedancadamare

Cia Marginal

ciamarginal.com

A Cia Marginal, companhia profissional de teatro, nasceu de uma oficina de teatro da Redes da Maré. Ao longo de dez anos da sua trajetória, manteve um núcleo estável de atores, consolidou uma equipe de colaboradores, produziu quatro espetáculos e cultivou um público próprio, que cresce a cada ano e acompanha cada uma de suas temporadas.

Formada por artistas com diferentes trajetórias que compartilham a confiança na potência de uma atuação coletiva e engajada, a Cia Marginal vem ocupando cada vez mais espaço na cena contemporânea carioca.

Cia-marginal

2016 - 10 anos de companhia / Eles não usam tênis naique no Festival de Curituba

2015 - Montagem e circulação do espetáculo Eles não usam tênis naique, baseado no texto da dramaturga Márcia Zanellato - Ocupação "Grandes Minorias" no Teatro Glauce Rocha / projeto contenplado pelo edital Ações Locais/SMC com foco na transmissão do conhecimento do grupo a partir de uma oficina  voltada para um público jovem local e uma residência devoltada para integrantes de grupos de teatro e dança de comunidades de todo o Rio no Centro de Artes da Maré - CAM

2014 - Espetáculo Qual é a nossa cara? - Circuito SESC-RJ

2013 - Estreia do espetáculo In_Trânsito nos trens e estações da SuperVia / Ocupação artística "Desmonte Marginal" em parceria com a Cia Monte de Gente -  Projeto ENTRE Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto / Moção de louvor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, representada pelo vereador Renato Cinco, por “encenar o engajamento do teatro nos dias atuais"

2011 - Estreia do espetáculo Ô, LILI no Teatro Maria Clara Machado e circulação no Teatro da Cia dos Atores, noCAM e Espaço Cultural Escola SESC

2007 - Estreia do espetáculo Qual é a nossa cara? na Casa de Cultura da Maré e circulação no Teatro de Anônimo, no CAM e no Teatro Glauce Rocha

2005 - Espetáculo Você faz parte de uma guerra? apresentado pelas ruas da Maré

Elenco

Direção Isabel Penoni

Produção Mariluci Nascimento

Atores Diogo Vitor, Jaqueline Andrade, Geandra Nobre, Phellipe Azevedo, Priscilla Andrade, Rodrigo Souza, Wallace Lino

Colaboradores Rosyane Trotta, Bianca Fero, Sinésio Jefferson, Joana Levi

Parceria, Apoio e Prêmio

Parcerias

Apoio e Prêmios 

2014 Edital Ações Locais - Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro 2013 Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - Fomento  2012 Prêmio Myriam Muniz de Teatro Funarte 2011 Secretaria Municipal de Cultura - FATE / Secretaria de Estado de Cultura - Edital de Cultura Prêmio Montagem Cênica 2010 Secretaria de Estado de Cultura - Edital de Cultura 2008 Secretaria de Estado de Cultura - Edital de Cultura 2006 Prêmio Myriam Muniz de Teatro Funarte 

Contato

e-mail companhiamarginal@gmail.com

facebook /Cia-Marginal

Biblioteca Lima Barreto e Sala de Leitura Maria Clara Machado (infantil)

A Biblioteca Popular Lima Barreto e a Biblioteca infantil Maria Clara Machado nasceram a partir de uma demanda da comunidade e integram, hoje, a rede de bibliotecas comunitárias do estado. Com acervos compostos, principalmente, por doação, contam com cerca de 12 mil livros.

As bibliotecas promovem oficinas de contação de histórias e produção textual, encontros com autores, ciclos de debates, empréstimos de livros, acesso à Internet e oferecem espaços de encontro e estudo para os moradores. Contando com um público anual de cerca de 11 mil pessoas as bibliotecas vêm consolidando sua missão de incentivo ao hábito da leitura na Maré.

Biblioteca Infantil Maria Clara Machado

Principais realizações

  • 2016  - Maré de Histórias Brincantes
  • 2015 - Encontro com o escritor Pedro Gabriel, Eu me chamo Antônio
  • 2014 - Pelo Prazer de Ler / Maré de Leitores / Pontinho de Leitura - Brinquedoteca
  • 2011 - Inauguração da Biblioteca infantil Maria Clara Machado / Parceria com o Programa Criança Petrobras na Maré

Equipe

Coordenação Luciene de Andrade

Auxiliares da Biblioteca Lima Barreto: Alessandra Rodrigues Cotta Domingos e Douglas do Nascimento Oliveira

Mediadores de Leitura da Biblioteca Maria Clara Machado: Claudia Ferreira de Moura e Shirlane Lorindo da Costa

Parceria e Apoio

Parcerias

EDI Cléia santos de Oliveira, Livraria Saraiva, Sala Canal Futura

Apoio

2016 Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro 2014 Fundação Ireso, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Secretaria de Estado de Cultura / Programa Criança Petrobras na Maré, Action Aid

Contato

021 3105-8421

Escola Livre de Dança da Maré - ELDM

Seleção para o núcleo dois da Escola Livre de Dança. Foto: Rosilene Miliotti

A dança, assim como qualquer outra área do conhecimento e do saber,  pode ser uma escolha profissional para jovens da Maré. É nisto que acreditam os profissionais que   se dedicam ao projeto da Escola Livre de Dança da Maré.

Inaugurada em outubro de 2011, o objetivo da Escola é democratizar o acesso dos moradores à arte e à dança articulando ações de educação e profissionalização, formação de plateias e práticas socioeducativas.

Com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a Escola Livre de Dança da Maré nasceu a partir de um sonho compartilhado entre a Lia Rodrigues Companhia de Danças e da Redes de Desenvolvimento da Maré e hoje atende gratuitamente cerca de 200 pessoas ao ano, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Com sede no Centro de Artes da Maré - que também é sede da Lia Rodrigues Companhia de Danças e desde junho de 2010 faz parte da rede de Pontos de Cultura - a Escola desenvolve atividades diárias, de caráter continuado e gratuitas. Oficinas, aulas teóricas e práticas abertas ao público e passeios culturais são algumas das ações realizadas pela Escola.

Em outra vertente do projeto, complementar a estas atividades, 15 jovens pré-selecionados frequentam atividades voltadas à profissionalização e à pesquisa de material criativo (oficinas práticas e aulas de dança com 4 horas diárias, cinco vezes na semana).

As atividades desenvolvidas por estes jovens estarão ligadas  ao projeto artístico da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Este grupo recebe uma ajuda de custo para auxiliar na permanência das atividades, oriunda de doação da Fondation Hermès.

Além de ampliar o acesso à dança, a Escola se propõe a auxiliar na capacitação de  jovens moradores locais em funções relacionadas à dança, como operadores de luz, som, cenotécnicos, figurinistas e produtores culturais.

A arte da dança é tratada neste projeto como forma de conhecimento. Assim, sua prática - a construção da técnica no corpo levando em conta seus aspectos motores, cognitivos e expressivos - é acompanhada pela reflexão teórica que permite contextualizar historicamente a produção artística e desenvolver a capacidade de reflexão crítica dos alunos diante da arte e da sociedade. A dança cumpre assim sua função, indo além de uma prática corporal, para inserir-se no conjunto de ferramentas de intervenção ética, criativa e solidária no campo social.

Acompanhamento Social

O acompanhamento da vida escolar dos integrantes da Escola de Dança da Maré é feito por meio de visitas à escola, comprovação de vínculo escolar, encaminhamento à rede de ensino daqueles que encontram-se fora do processo de escolarização e encaminhamento ao reforço escolar, quando necessário. Ao longo do projeto, a reintegração à Escola e a sua permanência com bom rendimento se tornará exigência obrigatória.

Além disso, a abordagem de questões relativas à cidadania, mobilização e participação comunitária, sexualidade, relações afetivas e familiares, entre outras, são consideradas básicas e de fundamental importância para a existência e desenvolvimento do ser humano sujeito social – construtor ativo de sua sociedade, grupo, comunidade.

Neste sentido trabalhar com um público amplo (crianças, adolescentes e adultos) da Escola Livre de Dança, em uma perspectiva de orientação em direitos sociais e cidadania, é desenvolver um processo de conscientização progressivo e contínuo, visando novas posturas em seus espaços de moradia e sociabilidade que devam servir à realização de ações futuras qualitativas em diversos aspectos e concretização de projetos de futuro.

Lona Cultural Municipal Herbert Vianna (cogestão)

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Desde 2009

cogestão com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro 

Localizada na Nova Maré, uma das comunidades mais desfavorecidas da Maré, a Lona Cultural é um equipamento municipal inaugurado em 2005. Fizemos a opção de assumir sua cogestão com a intenção de desenvolver um projeto de intervenção cultural contínuo em um território marcado por conflitos entre grupos criminosos armados. Hoje, a Lona tornou-se uma referência para a produção cultural local, com destaque para a música, e integra a lista dos novos palcos da cidade que merecem atenção. Através de uma programação dinâmica e variada, que oferece oficinas, cineclube, mostras de cinema, espetáculos teatrais e musicais, a Lona Cultural Herbert Vianna proporciona à comunidade um espaço de convivência e aprendizado. A cada ano, cerca de 60 espetáculos e oficinas atraem um público de 15 mil pessoas.

A Lona da Maré abriga também a Biblioteca Municipal Jorge Amado e os projetos Nenhum a Menos e Maré de Sabores, desenvolvidos pela Redes da Maré e o Muda Maré, realizado por alunos de Biologia da UFRJ.

Principais realizações

Eventos regulares Favela Rock Show, Lona Música Livre, Cine Clube Rabiola, AMARETRANSANTE

2015 amaréfunk em parceria

Equipe

Coordenação Geisa Lino

Assistente de produção e comunicação Douglas Lopes

Assistente de produção Carlos

Portaria Paulo Ronaldo

Parceria e Apoio

Parcerias

Muda Maré

Contato

lonadamare@gmail.com

021 3105-6815/ 7871-7692

Rua Ivanildo Alves s/nº – Nova Maré

facebook /lona.damare

twitter: @lonadamare

Mão na Lata

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Foto: Vitória Maria de Melo

Desde 2003

em parceria com Tatiana Altberg

maonalata.com.br

O Mão na Lata busca aliar educação, fotografia e literatura no desenvolvimento artístico, pessoal e social de adolescentes da Maré. Na contramão do instantâneo e em um momento em que o acesso a câmeras digitais e de celulares incentiva o disparo de cliques aleatórios, o projeto surpreende pela forma escolhida para capturar imagens e retratar o mundo: latas recicladas.

A técnica utilizada é a pinhole (ou “furo de agulha”), que resgata a simplicidade extrema e os princípios básicos da fotografia para produzir imagens inesperadas com câmeras confeccionadas pelos próprios adolescentes do projeto que participam de todo o processo de forma coletiva. Ao longo dos mais de dez anos do projeto, mais de 60 crianças, adolescentes e jovens adultos desenvolveram um olhar crítico e poético, assim como narrativas individuais e coletivas, sobre seu cotidiano e seu entorno.

Principais realizações

2015 - Construindo CAIOprodução de um curta metragem de animação técnica de animação

2014 - Cada dia meu pensamento é diferente, exposição do ensaio fotográfico no Museu do Rio - MAR /  Fotografias do ensaio Cada dia meu pensamento é diferente integram a coleção do MAR través da doação do Fundo Orlando Nóbrega de Fotografia / A Maré e suas Latinhas Mágicas: Letras, Latinhas e Sonhos, exposição no Centro de Artes da Maré - CAM

2013 - Cada dia meu pensamento é diferente, publicação do livro com fotografias e textos a partir da obra de Machado de Assis, Editora Nau

2007 - Mão na Lata e Berro D’Água, exposição no Castelinho durante o festival FotoRio

2006 - Mão na Lata e Berro D’água, livro de fotografia inspirado no personagem Quincas do romance “A morte e a morte de Quincas Berro D’água” de Jorge Amado e da viagem realizada pelo grupo na Bahia, Editora Nova Fronteira | Lançamento do livro na Feira Literária de Paraty – Flip.

Equipe

Coordenação Tatiana Altberg

Produção Raquel Tamaio

Educador Fagner França

Parceria e Apoio

Parcerias

Museu de Arte do Rio - MAR, Instituto Moreira Salles, Casa Daros, Imagens do Povo

Apoio

2014 - Rio Filme

2013 - Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - Fomento / Secretaria de Estado de Cultura

2008-2009 - Edital Programa Petrobras Cultural Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro

Contato

maonalata.com.br

Maré Sem Fronteiras

Romper as fronteiras, tanto simbólicas quanto geográficas, que separam as diferentes comunidades da Maré. Estimular a autonomia de crianças e adolescentes. Valorizar a memória e a cultura local por meio da mobilidade entre as diferentes comunidades que formam a Maré.

Estes são alguns dos objetivos do “Maré sem Fronteiras”, projeto desenvolvido pela Redes da Maré em parceria com o Criança Esperança. A ação, que atende 125 crianças e adolescentes entre 7 e 16 anos, oferece atividades que surpreendem pela inovação e ousadia.

Além da oficina Livre de Bike são trabalhadas as linguagens das artes, com atelier de azulejaria, fotografia e teatro. O Maré sem Fronteiras realiza quinzenalmente passeios ciclísticos - as “bicicletadas” - entre pólos de cultura e pontos de interesse das crianças e jovens da Maré, estimulando a mobilidade dentro da comunidade.

O que parece um passeio trivial em diversas partes da cidade pode ser um acontecimento incomum em comunidades populares marcadas pela violência, como é o caso da Maré. O registro das ações, em vídeo e diários de bordo produzidos pelos participantes, perpetua o momento e faz com que as crianças e jovens reflitam sobre o absurdo das fronteiras existentes em sua própria comunidade.

Com os passeios, espera-se articular a experiência de crianças e jovens moradores da Maré com a memória das comunidades e da cidade, resgatando acontecimentos e valorizando as micro-histórias que se misturam aos grandes fatos e personagens que formam a cidade.

Por que a bicicleta?

Apontada como uma das mais viáveis alternativas ao caótico trânsito que toma conta das maiores cidades do mundo, a bicicleta é um transporte lúdico, barato, não poluente, sustentável e saudável.

A Maré, bairro predominantemente plano, é propícia ao seu uso. No entanto, por não possuir ciclovias, a circulação das bicicletas torna-se difícil e desigual em relação a motos, carros, caminhões e outros meios de transporte.

As bicicletadas, que reúnem entre 20 e 30 participantes por vez, pretendem ir de encontro com esta realidade, chamando a atenção para novos meios de transporte e estimulando o encontro, a comunicação, a interação e a troca entre as pessoas – a partir da compreensão de que a Maré é parte da cidade e não um território cindido.

A ideia é que moradores possam transitar livremente, exercendo o direito de ir e vir. Sem fronteiras.

Equipe

Coordenação Geral:  Maira Gabriel Anhorn e Geisa Lino

Educadores: Wallace Gonçalves Lino, Rodrigo Maré Souza, Renan Braga, Márcia de Queiroz e Fagner França.

Monitor Cultural: Carlos Marra, Clara Sacco, Douglas Lopes e Gilberto Vieira.

Oficinas

Oficina Livre de Bike

Faixa etária: adolescentes e jovens

25 alunos

Local: Lona Cultural Herbert Vianna - Lona da Maré

Educador: Renan Braga

Horário: 4ª feira - 14h às 17h

A Oficina Livre de Bike é um espaço aberto onde se ensina e se aprende sobre o universo das bicicletas. Durante os encontros conhecemos os mecanismos de uma bike simples, montando, desmontando e consertando as magrelas. Também são promovidas conversas sobre um mundo com menos carros e fronteiras. O objetivo é estimular a autonomia de ciclistas na Maré, partilhando espaços de troca de experiências onde aprender e ensinar fazem parte do processo. Acreditamos que isso mobilize jovens a refletirem sobre seu cotidiano na cidade: os usos dos espaços do seu bairro e novas formas de transporte, circulação, sustentabilidade e colaboração.

 

Oficina de Teatro

Faixa etária: adolescentes e jovens

25 alunos

Local: Redes da Maré

Educadores: Wallace Lino e Rodrigo Maré Souza

Horário: 2ª e 4ª feira – 19h às 22hh

A oficina tem por objetivo trabalhar a compreensão da linguagem teatral através dos diversos elementos cênicos, como o corpo, a voz, o ritmo, o espaço e o trabalho em grupo. O foco do trabalho está na percepção do espaço social e não apenas da cena, trazendo elementos como a escola e os demais espaços cotidianos dos jovens moradores.

Oficina de Azulejaria

Faixa etária: de 7 a 11 anos

25 alunos

Local: Redes da Maré

Coordenação: Laura Taves

Educadora: Márcia Queiroz

Horário: 3ª e 5ª feira – 9h30 às 11h

A Maré começou a se colorir com os azulejos em 2006, quando a Redes da Maré firmou parceria com o coletivo Azulejaria para a realização das oficinas do Atelier Azulejaria.
Nas oficinas de azulejaria, os alunos pintam azulejos que incorporam referências do universo infantil e refletem criticamente sobre o cotidiano da comunidade. Personagens da Disney, blindados policiais, lixo nas ruas e brincadeiras são temas  frequentes nas peças produzidas.

 

Oficina de Fotografia

Faixa etária: de 12 a 16 anos

25 alunos

Local: Redes da Maré

Coordenação: Tatiana Altberg

Educador: Fagner França

Horário: 2ª e 4ª feira – 9h30 às 11h e de 14h às 17h30

O Mão na Lata busca aliar educação, fotografia e literatura no desenvolvimento artístico, pessoal e social de adolescentes da Maré. Na contramão do instantâneo e em um momento em que o acesso a câmeras digitais e de celulares incentiva o disparo de cliques aleatórios, o projeto surpreende pela forma escolhida para capturar imagens e retratar o mundo: latas recicladas. A técnica utilizada é a pinhole (ou “furo de agulha”), que resgata a simplicidade extrema e os princípios básicos da fotografia para produzir imagens inesperadas com câmeras confeccionadas pelos próprios adolescentes do projeto que participam de todo o processo de forma coletiva.

 

Contato para maiores informações:

Telefone: (21)3105-5531 ou 3105-6815

E-mail: secretaria@redesdamare.org.br

Parceiros

Criança Esperança, Azulejaria, Mão na Lata, Bela Labe, Cia Marginal e Centro de Artes da Maré.

https://youtu.be/r3iOREt6rNA

Núcleo de Memória e Identidade da Maré - NUMIM

DONA OLIZIA 2

Núcleo de Memória e Identidade da Maré 

Preservar a memória das comunidades da Maré e reconstruir a identidade local são missões do Núcleo de Memória e Identidade (NUMIN) da Redes.  Ao contar o passado da Maré a partir dos relatos dos seus próprios moradores, o núcleo oferece um novo repertório de referências e informações para a discussão dos problemas do presente.

O trabalho de pesquisa, registro e divulgação da memória dos moradores vem sendo desenvolvido desde 2010 por um grupo de jovens universitários, moradores da Maré, orientados por pesquisadores. O núcleo vem realizando uma série de entrevistas e pesquisas em acervos particulares e públicos da cidade.

As investigações do núcleo já geraram dois livros: Memória e Identidade da Nova Holanda (2012) e Morro do Timbau e Parque Proletário (2014). As duas obras fazem parte de um projeto ambicioso: contar as memórias de todas as 16 comunidades da Maré, formando assim a coleção “Tecendo Redes de histórias da Maré”.

Para a Redes, o projeto de contar a origem e a evolução das comunidades da Maré não diz respeito apenas ao bairro. Ao investigar uma parte da história do Rio de Janeiro ainda esquecida, ou tocada de forma marginal, o  NUMIN contribui para a melhor compreensão da história da cidade, ajudando a quebrar preconceitos e estereótipos enraizados nas relações estabelecidas entre os cidadãos do Rio de Janeiro.

Equipe

Coordenação Geral

Edson Diniz

Marcelo Belfort

Paula Ribeiro

Coordenação Executiva

Higor Antônio

Pesquisadores

Gilson Jorge

Henrique Gomes

Marcelo Lima

Publicações

Memória e Identidade da Nova Holanda

Um relato do início de vida na região, quando os moradores, quase todos imigrantes de outras cidades, conviviam com a falta de água e luz e as ameaças de remoção.A publicação foi viabilizada por meio do edital “Memória, Patrimônio, Pesquisa e Publicação – Edição 2010″, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Baixe aqui o PDF.

Morro do Timbau e Parque Proletário

Por ser uma área seca, o Morro do Timbau foi o primeiro a atrair os trabalhadores, especialmente nos anos 1940 com a abertura da Avenida Brasil (então Variante Rio-Petrópolis). A ocupação do Parque Maré teve início no final da mesma década, com casas sob palafitas.

Baixe aqui o PDF.

Depoimentos

MORRO DO TIMBAU

Sobre a antiga paisagem do Morro do Timbau:

"Veio muita gente do Nordeste, muita gente que chegou aqui, foi fazendo barraquinho pra lá, tá entendendo? Aí povoou, ficou o povoamento, porque quando eu era menina, tinha meus dez, 11 anos, eu subia isso aqui (Morro do Timbau) lá em cima onde tem a Assembleia de Deus, e ali tinha pé de caju, pé de coqueiro, Jabuticaba, Jamelão. Eu era menina e você pegava manga ali, andava no mato, era mato que a gente vinha toda arranhada".

Dona Nicéia Perpétua da Rosa Laurinda, uma das mais antigas moradoras do Morro do Timbau

Sobre a formação do Núcleo da Praia de Inhaúma

"No começo, quando fui morar na Praia de Inhaúma, no pé do Morro do Timbau, ali era tudo mar… O Fundão era três ilhas só: O Bom Jesus, a Ilha das Cabras e outra que eu esqueci o nome agora … O mar era aberto, aí era um santuário de peixes"

"Meus filhos não quiseram ser pescadores… Ninguém quis ser do Mar, Só eu Mesmo"

Expedito Corrêa da Silva, pescador e ex-morador do Timbau, hoje vive em Ramos.

"Se foi uma luta, foi uma dificuldade? Foi! Porque meus pais eram pescador, né? E eu digo meus pais, porque eram meus avós, minha família toda foi pescador, é aquele negócio, sabe que pescador tem que pescar de noite pra trazer o pão, de manhã cedo, pra gente poder ter alimento".

Dona Nicéia Perpétua da Rosa Laurinda, uma das mais antigas moradoras do Morro do Timbau

"Aí, tinha uma área lá onde era capim. E aí resolvemos invadir aquilo ali, ivadimos aquilo ali… Quase toda noite fazíamos um barraco lá, né? … Eu fiz um barraco de tábua, foi quando eu trouxe minha mulher do Norte".

"Seu" Pedro Rufino, antigo morador da Praia de Inhaúma

PARQUE PROLETARIO

Sobre a formação do Parque Proletário da Maré:

"Quando a Maré enchia, lavava o assoalho do barraco. É triste…"

"Não tinha barraco nenhum, o primeiro barraco eu que fiz. Fazia de noite e tinha que dormir com a família dentro, porque se não, os guardas derrubavam!"

Bento Alves de Paiva, migrante paraibano que veio viver na Maré em 1949.

"Olha só, eu nasci em um lugar que, procurando no google, não tem no mapa. Parece que ele não foi catalogado no mapa. Tem várias cidades próximas, mas onde eu nasci não existe. Mas com certeza existe, porque fui lá em 1992, foi quando eu voltei, depois que vim pra cá (Maré). Fui lá visitar e por incrível que pareça, a casa é igual como eu me lembrava da minha infância".

"Eu não dizia:`eu moro em Bonsucesso`. Eu dizia: `Eu moro na Maré, Maré. Eu moro na Maré!"

Severino Edmudo de Aquino, morador do Parque Proletário e migrante do sertão da Paraíba.

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