EIXO ARTE E CULTURA

Eixo Arte e Cultura tem como base de sua atuação o conceito de que a experiência artística amplia o território subjetivo de cada sujeito, aumentando sua capacidade de compreender, imaginar e agir no mundo. O Eixo articula ações contínuas de longo prazo que aliam formação, criação e difusão das artes na Maré, através de parcerias com artistas e produtores culturais comprometidos com processos pedagógicos e da manutenção de espaços dedicados à cultura e às artes. Na última década, o Centro de Artes da Maré, a Biblioteca Popular Escritor Lima Barreto, a Lona Cultural Municipal Herbert Vianna ao lado de coletivos, grupos e artistas legitimaram a Maré como um ambiente de criação, contribuindo para o redesenho da tradicional cartografia cultural e artística do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, superando representações históricas da favela.

PROJETOS

Atelier Azulejaria - Parceria

Em 2006, a Redes da Maré convidou a arquiteta e artista Laura Taves para ministrar oficinas de arte com um material muito conhecido dos moradores da Maré mas nada usual em atividades artísticas na região: azulejos. Desde então, a o projeto Atelier Azulejaria se espalhou, colorindo os muros das comunidades da Maré. De 2006 a 2014, as aulas faziam parte do Programa Criança Petrobras na Maré, em escolas municipais. A partir de 2015, numa nova etapa da parceria, a Azulejaria passou a ter uma sala para oficinas na sede da Redes da Maré, equipada com forno de cerâmica.

 

Crianças e adolescentes criam seus trabalhos a partir de histórias literárias, poesias, fábulas, que se materializam em obras de grande potência crítica e poética, expondo o dia a dia de suas comunidades e de sua cidade. Um dos marcos é o projeto Correspondências Cariocas - o Rio em 450 azulejos (2015), cujo ponto alto foi a instalação de um painel com desenhos e frases na casa de uma antiga moradora da Maré, dona Severina, em Nova Holanda.

 

Outra importante experiência foi o Placas de Rua da Maré, em 2012, dentro do projeto Maré de Ruas e Histórias. Moradores da Nova Holanda relembraram histórias de quem batizou as ruas da região, culminando com a fabricação de placas em cerâmica, numa releitura das clássicas placas das ruas do Rio, com fundo em azul e letras em branco.

As placas com letras em branco num fundo azul foram colocadas em ruas da Nova Holanda, como Sofia Azevedo, José Caetano e Sargento Silva Nunes, dando concretude ao projeto de memória. O Placas de Rua da Maré ganhou repercussão internacional ao ser selecionado para integrar a mostra brasileira da Bienal de Arquitetura de Veneza, na Itália, em 2016. Estas placas também passaram a fazer parte do acervo do Museu de Arte do Rio (MAR).

 

Aulas / profª Marcia Queiroz

Terças e quintas-feiras, de 16h às 17h30h

 

Principais realizações:

  • 2016 - Inauguraçãodo painel Correspondências Cariocas na casa da dona Severina, Nova Holanda;

O projeto Placas de Rua da Maré integra a exposição Internacional da     Bienal de Arquitetura de Veneza;

Realização de Oficinas nos Sábados em Família, atividade do projeto Ocupação Centro de Artes da Maré, com apoioda Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro;

  • 2015 – Realização do projeto Correspondências Cariocas - o Rio em 450 azulejos, contemplado no Edital de Fomento da Secretaria Municipal de Cultura;
  • 2014 - Dentro do projeto Azulejos Rinocerontes (painel em fase de finalização), alunos e seus pais são convidados a assistir ao espetáculo teatral O Rinoceronte, de Ionesco, que inspirou o painel, com a companhia do Théâtre de la Ville de Paris, na Cidade das Artes (Zona Oeste do Rio).
  • 2013 - Dois exemplares das Placas de Rua da Maré passam a integrar o acervo do Museu de Arte do Rio – MAR;
  • 2012 - Realização das ações do Maré de Ruas e Histórias,projeto piloto das Placas de Rua da Maré.

2006 - Início das ações da Azulejaria em parceria com o Programa Criança Petrobras na Maré;

Prêmio Urbanidade do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB, por unir cultura e responsabilidade social;

Inauguração de dois painéis produzidos pelos alunos da Nova Holanda: O Guarani em Nova Holanda, inspirado na obra de José de Alencar; e dos alunos do Timbau: Maré, sobre as origens do bairro.


Equipe:

Coordenação: Laura Taves

Educadora: Marcya Queiroz

Oficina de Azulejo

Centro de Artes da Maré (CAM) - Equipamento

Aberto em 2011, num galpão de 1,2 mil metros quadrados próximo à Avenida Brasil, na Nova Holanda, o Centro de Artes da Maré (CAM) é um espaço de referência em arte e cultura para moradores da região e bairros vizinhos, atraindo também um público de diferentes partes do Rio de Janeiro, do estado e até de outros países. Fruto da parceria da Redes de Desenvolvimento da Maré e com a Lia Rodrigues Companhia de Danças, o CAM abriga a Escola Livre de Dança da Maré (ELDM), é sede do grupo da coreógrafa Lia Rodrigues, além de oferecer uma intensa programação de eventos artísticos, culturais e sócio-políticos.

Há mostras de artes cênicas, oficinas, cineclube, exposições de arte e espetáculos de dança e teatro. O CAM é palco do projeto Teatro em Comunidades - uma parceria da Redes da Maré com a UNIRIO - e já recebeu atrações do festival Panorama, inclusive workshops com coreógrafos internacionais, como a portuguesa Vera Mantero (2015) e a belga Anne Teresa De Keersmaeker (2014). A agenda conta ainda com a galeria de arte Amarelo, lançamento de livros, saraus, cursos e debates envolvendo temas ligados à cidadania, como drogas, segurança pública e empreendedorismo. O CAM acolhe também projetos realizados pela Redes da Maré em todos os eixos de atuação. Anualmente, o espaço é frequentado por cerca de 3 mil pessoas.

Parte do galpão é destinado ao local de trabalho da Lia Rodrigues Companhia de Danças, que em 2004 transferiu suas atividades para a Maré, e em 2009 começou a ocupar o espaço do CAM, antes mesmo da grande reforma que o transformou neste palco tão diverso. É ali que Lia e seus bailarinos ensaiam diariamente e onde criaram e estrearam seus espetáculos Pororoca (2009), Piracema (2011), Pindorama (2013) e Para que o céu não caia (2016).

 

Endereço:

Rua Bitencourt Sampaio, 181, Nova Holanda

Telefone: (21) 3105-7265

Horário de funcionamento:

De segunda a sexta-feira, das 9h às 21h;

Sábados das 9h às 13h.

 

 

Principais realizações:

 

  • 2016 - Projeto Ocupação Centro de Artes da Maré, através de edital de apoio Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, com quatro meses de programação, que incluiu apresentações do grupo de teatro infantil Trança de Folia, seguidas de oficina de artes com o Atelier Azulejaria; aula de consciência corporal e yoga para adultos e crianças; e apresentação do repertorio da Cia Marginal.
  • 2015 – Realização do projeto Dança Maré!, através de edital de apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, com workshops e oficinas de dança de salão, danças urbanas e dança contemporânea.
  • 2014 – Compra do galpão sede através de uma ampla campanha de doação;

                Criação da Galeria Amarelo, espaço expositivo idealizado pela fotógrafa Tatiana Altberg;

                A Redes da Maré recebe o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro pelo conjunto das ações em arte e cultura; 

               Realização da Mostra Maré de Artes Cênicas, através de edital de apoio Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, com 20 espetáculos de teatro e dança, incluindo trabalhos de Lia Rodrigues, Dani Lima, Denis Stutz, Jongo da Serrinha, Márcia Milhazes, Grupo Código e Cia Marginal; 2013 – Início da parceria com o Festival Internacional Panorama de Dança;

  • 2011/2012 – Realização da Temporada Maré de Artes Cênicas – premiação FUNARTE, com 20 espetáculos de teatro e dança, entre eles trabalhos de Carroça de Mamulengo, Grupo Trança de Folia, Focus Cia de Dança, Cia Folclórica de Dança da UFRJ, entre outros.
  • 2011 - Início da parceria com o evento Travessias da Arte Contemporânea;

               Início da parceria com o Programa Teatro em Comunidades / UNIRIO;

               Abertura da Escola Livre de Dança da Maré;

           Realização do programa Cine Mais Cultura - Governo Federal, MinC;

  • 2009 – O CAM é indicado como Ponto de Cultura - Gov. do Estado do Rio de Janeiro, realização do curso Mediadores Culturais;
  • 2009 -  É palco do projeto Dança para todos, com oficinas abertas de dança ministradas pelos bailarinos da Lia Rodrigues Companhia de Danças.

 

Equipe:

Coordenação: Geisa Lino

Assistente de Produção / Mediador Cultural: Daniel Soares Martins

Assistente de Produção: Iury de Carvalho Lobo

Secretário: Marcos Diniz

Apoio de limpeza: Maurício

 

Parcerias:

Lia Rodrigues Cia de Danças, UNIRIO, Festival Panorama, Travessias da Arte Contemporânea, Galpão BELA Maré, Lona Cultural Herbert Vianna

 

Apoios e Patrocínios:

Rock in Rio (2016), Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (2016, 2015, 2014, através de premiação em editais), Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (através de leis de incentivo ISS e ICMS), Funarte (2012 e 2011), Ministério da Cultura (2011 e 2009).

Centro de Artes da Maré

Cia Marginal - Parceria

Em 2006, do encontro da Redes da Maré com um grupo de jovens moradores das comunidades da Maré liderados pela diretora Isabel Penoni nascia oficialmente a Cia Marginal de Teatro. Mais de uma década depois, sempre em parceria com a Redes, a companhia tem uma carreira reconhecida na cena artística contemporânea carioca, com uma trajetória marcada pelo compromisso político de levar a arte da favela para o resto da cidade, do país e até do mundo.

Nestes anos, sempre com pesquisa, o grupo manteve um núcleo estável de atores, consolidou uma equipe de colaboradores, produziu cinco espetáculos, recebeu prêmios e cultivou um público próprio, enchendo suas temporadas dentro e fora da Maré. Um bom exemplo é Eles não usam tênis naique que colheu elogios por onde passou desde sua estreia em 2015, incluindo o Festival de Teatro de Curitiba, o mais importante do país. O texto de Márcia Zanelatto é inspirado no marco do teatro brasileiro Eles não usam black-tie, de 1958, atualizando o conflito de gerações entre pai e filho operários para a favela de hoje, onde pai ex-traficante de drogas tem um embate ideológico com a filha, integrante do tráfico.

 

Na prática, o embrião da Cia Marginal data do início de 2000 quando Isabel Penoni chegou à Maré para aulas de teatro com jovens, acompanhada da atriz Joana Levi. A partir daí, ambas foram participando de outros projetos na Maré que usavam o teatro como ferramenta crítica, enquanto mais jovens iam se juntando ao grupo, que, com o passar do tempo, consolidou-se numa companhia.

 

Principais realizações:

 

  • 2017– Circulação do espetáculo Eles não usam tênis naique por escolas públicas da Maré (Territórios Culturais – SMC) / Eles não usam tênis naique no Itaú Cultural (SP) e em turnê por Portugal, no festival MEXE (Encontro Internacional de Arte e Comunidade), no Porto, e no Teatro Ibérico, em Lisboa
  • 2016– Comemoração dos 10 anos de companhia / Eles não usam tênis naique no Festival de Curitiba, na mostra Periférico (Espaço Cultura Escola SESC), na mostra Comunidade em Ação (Galpão Gamboa), no FITU (UNIRIO) e no Teatro Glaucio Gill. / Apresentação do repertório completo da companhia como parte do projeto Ocupação Centro de Artes da Maré, com apoio do Fomento Secretaria Municipal de Cultura
  • 2015 – Montagem e temporada de estreia do espetáculo Eles não usam tênis naique, baseado no texto deMárcia Zanellato / Ocupação Grandes Minorias no Teatro Glauce Rocha / Realização do projeto Trocas Marginais, contemplado pelo edital Ações Locais/SMC 2014, com foco na transmissão do conhecimento do grupo a partir de uma oficina voltada para um público jovem local e uma residência para integrantes de grupos de teatro e dança de comunidades de toda a cidade no Centro de Artes da Maré
  • 2014 Espetáculo Qual é a nossa cara? – Circuito Sesc – RJ / Espetáculo In_Trânsito nos trens e estações da Supervia
  • 2013 Estreia do espetáculo In_Trânsito nos trens e estações da SuperVia / Ocupação artística Desmonte Marginal, em parceria com a Cia Monte de Gente –  Projeto ENTRE Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto / Moção de louvor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, representada pelo vereador Renato Cinco, por “encenar o engajamento do teatro nos dias atuais”
  • 2011 Estreia do espetáculo Ô, LILI no Teatro Maria Clara Machado e circulação no Teatro da Cia dos Atores, no Centro de Artes da Maré e Espaço Cultural Escola Sesc
  • 2010 – Temporada do espetáculo Qual é a nossa cara?No Teatro Glauce Rocha / Qual é a nossa cara? na II Semana de Ensino do Teatro (UNIRIO) e no Centro de Artes da Maré
  • 2007– Estreia do espetáculo Qual é a nossa cara? na Casa de Cultura da Maré e circulação no Teatro de Anônimo e no Teatro Glauce Rocha
  • 2005 Espetáculo Você faz parte de uma guerra? apresentado em diferentes ruas das comunidades da Maré

 

Equipe:

 

Direção: Isabel Penoni

Produção: Mariluci Nascimento

Atores: Jaqueline Andrade, Geandra Nobre, Phellipe Azevedo, Priscilla Andrade, Rodrigo Souza, Wallace Lino

Colaboradores: Bianca Fero, Diogo Vitor, Rosyane Trotta, Sinésio Jefferson e Joana Levi.

 

 

Parcerias, Apoios e Prêmios

 

2016 Edital Territórios Culturais – Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

2014 Edital Ações Locais – Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

2013 Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro – Fomento  

2012 Prêmio Myriam Muniz de Teatro Funarte

2011 Secretaria Municipal de Cultura – FATE / Secretaria de Estado de Cultura – Edital de Cultura Prêmio Montagem Cênica

2010 Secretaria de Estado de Cultura – Edital de Cultura

2008 Secretaria de Estado de Cultura – Edital de Cultura

2006 Prêmio Myriam Muniz de Teatro Funarte 

  

Turma de extensão e formação: grupo ATIRO

Enquanto a Cia Marginal se transformava numa companhia, nascia também seu braço pedagógico, com aulas de teatro lideradas pelo ator Wallace Lino para jovens da região, replicando assim o modelo inicial do grupo. Um processo que, a partir de 2007, se insere no conjunto de iniciativas artísticas e culturais realizadas pela Redes da Maré.

Hoje, os alunos liderados Lino - que se reúnem na sede da Redes da Maré -  sonham em consolidar-se como uma companhia estável, recém-batizada com o nome de Atiro. São 15 jovens que já trabalharam suas memórias sobre a região, gerando o espetáculo Ela pode estar em você, de 2013, sobre o desafio de ter paz num cenário de confrontos entre policiais e criminosos.

Em seguida, criaram uma alegoria sobre os muitos nordestinos que chegaram à região em busca de um sonho num Rio de Janeiro idealizado. Vai circulou pelas 16 comunidades da Maré, inclusive fazendo a abertura dos espetáculos da Cia Marginal no Centro de Artes. Em 2016, o grupo criou Agora eu sei o chão que piso, a partir de uma pesquisa nascida do livro O teatro do bem e do mal, de Eduardo Galeano.

Cia Marginal

Biblioteca Popular Escritor Lima Barreto e Sala de Leitura Maria Clara Machado - Equipamento

Em 2005, a Biblioteca Popular Escritor Lima Barreto foi criada para atender à demanda de jovens e adultos da Maré por um lugar onde pudessem ler e estudar. Em 2011, foi aberta Sala de Leitura Maria Clara Machado, para o público infantil, ampliando ainda mais a atuação do espaço. Os números comprovam o sucesso da biblioteca que é referência na região: tem uma média anual de 12 mil atendimentos a crianças e adultos, entre empréstimos e consultas de um acervo de 14 mil livros, CDs, DVDs e participação em atividades.

A sala dos adultos é ponto de encontro de pessoas se preparando para provas do Ensino Médio e do vestibular. Uma turma concentrada que costuma trocar experiências e ensinamentos, contando com um ambiente propício, onde há livros didáticos, silêncio, wi-fi e ar condicionado. Já na ala infantil, com 300 metros quadrados, há sempre um dinamizador para interagir com as crianças, contação de história, oficinas, material para desenho, pintura, e uma variedade de brincadeiras e jogos.

Tanto a construção quanto a manutenção da Biblioteca Popular Lima Barreto e da Sala Maria Clara Machado dependeram e ainda dependem de doações públicas e privadas. Atualmente, a Biblioteca está sem qualquer tipo de apoio financeiro. São aceitas doações de livros de literatura e poesia para todas as idades.

 

Endereço:

Rua Sargento Silva Nunes, 1014 – Nova Holanda

Tel: (21) 3105-8421

 

Horário de funcionamento:

Biblioteca Lima Barreto para jovens e adultos: de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h;

Sala de Leitura Maria Clara Machado para crianças: de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h.

 

Principais realizações:

 

  • 2017  Oficina de Leitura em parceria com a atriz Joice Marino, que resultou no evento Ocupação Carolina de Jesus, nos espaços da Biblioteca;

                 Projeto Livro Labirinto, parceria da Redes da Maré com a Caju Projetos, dividida em duas frentes de trabalho: uma série de aulas/debates, na qual escritores, críticos literários e ensaístas discutem grandes títulos da literatura com os cerca de 240 alunos do Curso Pré-Vestibular da Redes; e uma parte de acervo, na qual voluntários doam títulos específicos para a Biblioteca Escritor Lima Barreto;

  • 2016  Maré de Histórias Brincantes, vencedor de edital da Secretaria Municipal de Cultura, que, entre outras atividades, ofereceu oficinas especiais de fotografia, sensibilização musical e construção de brinquedos;

            Projeto em Homenagem aos 400 anos de morte do escritor espanhol Miguel de Cervantes, com apoio do Instituto Cervantes, e participação, entre outros, de Kátia Oliveira Machado, autora de A divertida viagem de Dom Quixote ao Rio de Janeiro;

           Projeto Ninho de Livro, da Produtora Satrapia em parceria com a Natura: instalação de uma casinha de madeira, tipo casinha de passarinho, para que os moradores a Maré possam trocar livros de maneira simples e rápida;

           Encontro de conversa e contação de histórias Toda vovó é cheia de memórias!, com moradoras antigas da Maré, dentro do projeto As griots da Maré

  • 2015  Encontro com escritores, entre eles Pedro Gabriel (Eu me chamo Antônio); o cartunista António Jorge Gonçalves (lançando Barriga de baleia), da holandesa Janny Vander Molen (autora de O mundo de Anne Frank, pesquisa sobre o best-seller O Diário de Anne Frank) e o jovem indígena da tribo huni kuin Uma Isi Kayawa, que escreveu o Livro da Cura;
  • 2014 Maré de Leituras

                Lançamento do livro Todos os meus sonhos, de Ivan Zigg

  • 2013  Pelo Prazer de Ler, edital de Premiação Biblioteca Nacional para bibliotecas comunitárias: com apoio à contação de histórias e encontro com autores;
  • 2011 Obras de ampliação da Biblioteca e inauguração da Sala Maria Clara Machado. A ampliação e a equipagem do prédio da Biblioteca Lima Barreto contou com a cooperação de Programa Criança Petrobras na Maré, Rotary Club do Rio de Janeiro, Família Geraldo Jordão Pereira, Livraria Saraiva, Secretarias Municipal e Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, Canal Futura, da Petrobras, Debora Bloch, Hélio Aleixo da Silva, além de outras pessoas e instituições que tecem a Redes da Maré;

Visita da escritora Talita Rebouças.

 

Equipe:

 

Coordenação: Luciene de Andrade

Auxiliares da Biblioteca Lima Barreto: Alessandra Rodrigues Cotta Domingos e Douglas do Nascimento Oliveira

Mediadores de Leitura da Sala Maria Clara Machado: Claudia Ferreira de Moura e Shirlane Lorindo da Costa

 

Parcerias:  

ActionAid, EDI Cléia Santos de Oliveira, Livraria Saraiva, Sala Canal Futura, Faculdade de Biblioteconomia da UFRJ.

 

Apoios e Patrocínios:

Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (2016), Sistema Nacional de Bibliotecas, (2014 e 2015), Kindermission (2014), Fundação Ireso (2014), Secretaria de Estadual de Cultura do Rio de Janeiro (2014 e 2015), Programa Criança Petrobras na Maré, ActionAid.

 

Doadores de acervo:

Ediouro Publicações, Editora Mov, Associação de Representantes da Editora do Estado do Rio de Janeiro, Projeto Livro Labirinto.

Biblioteca Infantil Maria Clara Machado

Escola Livre de Dança da Maré - ELDM

Fruto também da parceria da Redes de Desenvolvimento da Maré com a Lia Rodrigues de Danças, a Escola Livre de Dança da Maré foi inaugurada em outubro de 2011 com o objetivo de democratizar o acesso dos moradores à arte e à dança, articulando ações de educação e profissionalização, formação de plateia e práticas socioeducativas. Cerca de 300 pessoas – entre crianças, adolescentes e adultos – participam das oficinas gratuitas, que acontecem de forma contínua.

Dentro da programação regular, há anualmente a Semana de Portas Abertas, com uma vasta programação, como aulões de dança, bailes e oficinas especiais. A escola conta ainda com parceria com o Festival Panorama e recebe professores convidados, brasileiros e estrangeiros.

 

A ELDM tem dois eixos principais de atuação em dança:

# Núcleo 1 aberto aos moradores da Maré de todas as idades oferece oficinas contínuas de dança de salão, dança de rua, dança contemporânea, balé, consciência corporal e danças afro-brasileiras;

 

# Núcleo 2 – projeto de formação técnico, artístico e profissional continuada com jovens da Maré e de outras regiões, com aulas diárias, teóricas e práticas, idealizado pela coreógrafa Lia Rodrigues ao lado da professora e Silvia Soter. Em ação desde 2012, atualmente o grupo conta com 26 integrantes, todos selecionados em audições artísticas. Com um trabalho pedagógico em constante revisão por falta de recursos financeiros perenes, a formação inclui aulas regulares de dança contemporânea e de balé clássico, workshops com artistas convidados, inclusive nomes internacionais, participação em processos de remontagem de peças de dança, criação de obras e mergulho no repertório da LRCD. Nestes anos, houve ainda intercâmbios na França (2013, 2016 e 2017) e na Suíça (2016). As vinte horas de aulas semanais do Núcleo 2 acontecem de segunda a sexta-feira, na parte da tarde. O projeto conta com apoio da Fondation Hermès.

A presença da Lia Rodrigues Companhia de Danças aliada à ELDM e ao Núcleo 2 transformou o Centro de Artes da Maré num espaço de referência para a bailarinos, coreógrafos e demais artistas ligados às artes do movimento para além do Rio de Janeiro. Frequentemente, o CAM recebe a visita de nomes internacionais da dança, muitos deles resultado de parcerias e intercâmbios de Lia Rodrigues com instituições de fora.

 

Horários das aulas do Núcleo 1:

Consciência corporal: segundas-feiras, das 9h às 10h30m;

Danças afro-brasileiras: terças-feiras, das 17h30m às 19h;

Danças de salão: quintas-feiras, das 19h às 21h;

Dança urbana iniciante: segundas-feiras, das 19h às 20h;

Dança urbana intermediário: segundas-feiras, das 20h às 21h30m e quartas-feiras das 19h30m às 21h;

Iniciação à Dança Contemporânea: quartas-feiras, das 9h30m às 11h;

Introdução ao balé para crianças: segundas-feiras, das 17h30m às 19h;

Introdução ao balé para jovens e adultos: quartas-feiras, das 17h30m às 19h;

Introdução ao balé turma 2 para crianças quintas-feiras, das 17h30m às 18h30m;

Yoga: sextas-feiras, das 9h às 10h30m.

 

Principais realizações:

 

  • 2017 – Intercâmbio de um mês de alunos da Escola de Dança Manufacture, em Laussane, na Suíça com o Núcleo 2, | Participação de cinco integrantes do Núcleo 2 no projeto de formação Camping, do Centre Nacional de la Danse na França. | Criação, ensaio e temporada no CAM do Exercício P, de Pororoca e Piracema, com alunos do Núcleo 2 | Oficinas com bailarinos e coreógrafos, como Thomas Hauert, Clarice Silva e Alejandro Ahjmed / Audição para novos alunos do Núcleo 2;

 

  • 2016 – Participação de integrantes do Núcleo 2 no Camping, na França./ Quatro integrantes do Núcleo 2 selecionados para a audição para a turma de 2016-2019 de dança contemporânea da escola belga P.A.R.T.S, em Bruxelas. Gustavo Gláuber e Rafael Galdino ficaram entre os 44 candidatos escolhidos e ingressaram na escola./Aulas de dançarinos e coreógrafos, como Dani Lima, Andrea Jabor, Renan Martins, Carolyne Badouin e Cyrill Hernandez, bailarinos do Scottish Dance Theatre, Emmanuelle Huynh, Ayse Orhon, Federica Folco e Fabrice Ramalingom.

 

      2015 - Intercâmbio na Maré de alunos da Escola Municipal Artística do Théâtre Jean-Vilar de Vitry-sur-Seine (França)/ Performance com alunos do Núcleo 2 no lançamento da Campanha Jovem Negro Vivo na Maré em parceria com a Anistia Internacional e o Observatório de Favelas  | Realização do projeto Dança Maré! com oficinas e espetáculos de dança | Aulas de dançarinos e coreógrafos como João Saldanha, Josh Antonio e JP Black.

 

   2014 - Criação, ensaio e temporada de Exercício M, de movimento e de Maré, com o Núcleo 2 / Segunda audição para o Núcleo 2, com a entrada de novos alunos. / Intercâmbio artístico com a companhia francesa Sine Qua Non Art: trabalho dos coreógrafos Christophe Beranger e Jonathan Descours na Escola de Dança e residência de 4 alunos do Núcleo 2 na França;

 

  • 2013 - Intercâmbio do Núcleo 2 com Escola Municipal Artística do Théâtre Jean-Vilar de Vitry-sur-Seine (França);  

 

  • 2012 – Início das atividades do Núcleo 2;

 

  • 2011 – Abertura da Escola Livre de Dança da Maré.  / Início das aulas do Núcleo 1.

 

 Equipe:

Coordenação: Isabella Porto

Coordenação Pedagógica: Silvia Soter

Coordenação Artística: Lia Rodrigues

Em 2017 o quadro de docentes conta com: Sylvia Barreto (balé), Renato Cruz (Danças Urbanas), Bruno Damião (Consciência Corporal), Leila Santos (Dança de Salão), Gabriel Lima (Danças Afro-Brasileiras) e Alunos do Núcleo 2 (Introdução à Dança Contemporânea).

 

Assistente de Produção / Mediador Cultural: Daniel Soares Martins

Assistente de Produção: Iury de Carvalho Lobo

Secretário: Marcos Diniz

 

Parcerias:

Lia Rodrigues Companhia de Danças, Festival Panorama, Théâtre Jean-Vilar de Vitry-sur-Seine (França), Escola de Dança Manufacture (Suíça), Yoga na Maré.

 

Patrocínio:

Rio Galeão (2017), Globo (2014 e 2017), Grupo Libra (2014), Edital FADA - (2012), Petrobras (2011), Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (através de leis de incentivo),

Apoio:

Fundação Hermès desde 2011.

Escola Livre de Dança

Lona Cultural Municipal Herbert Vianna - Equipamento

Em 2009, a Redes da Maré assumiu a cogestão da Lona Cultural Municipal Herbert Vianna, numa parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, e desde então o espaço consolidou-se ainda mais como palco referência de arte e lazer na região, enquanto foi se tornando também local de formação e aprendizagem. No encontro das comunidades Baixa do Sapateiro, Nova Holanda e Nova Maré, a Lona Herbert Vianna pulsa mais viva do que nunca, atraindo moradores de diferentes áreas e derrubando barreiras invisíveis, porém concretas de circulação. A programação gratuita, que atrai cerca de 15 mil pessoas por ano, é variada: há os tradicionais shows, que vão do rock ao metal, mas também roda de samba, forró, bloco de carnaval, mostra de cinema, cineclube, espetáculo infantis, de teatro e musicais. A Biblioteca Popular Municipal Jorge Amado funciona como ponto de encontro de leitores, enquanto crianças e adultos têm a chance de fazer aulas ou oficinas variadas como letramento, música, robótica, dança, culinária, formação de mão de obra para eventos culturais ou até mesmo participar de um projeto de educação ambiental.

 

Principais projetos e atividades:

# Biblioteca Popular Municipal Jorge Amado –  conta com um acervo de mais de cinco mil livros para atender ao público infantil, juvenil e adulto, oferecendo serviços de empréstimo e consulta local. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados das 9h às 12h.

# Muda Maré – Parceria com o Departamento de Biologia da UFRJ, promove para crianças a troca de saberes em educação ambiental e agricultura urbana, tratando também de questões relativas à segurança e à saúde.

 

# Nenhum a Menos – Projeto do Eixo de Educação com o objetivo de reforçar os vínculos entre alunos, famílias e escolas públicas da região.

# Maré sem Fronteiras, Oficina Livre de Bici Projeto do Eixo de Desenvolvimento Territorial, que tem como objetivo incentivar a mobilidade dos moradores entre as diferentes comunidades da região, através do uso de bicicleta, e, com isso, valorizando a memória e a cultura locais. A Oficina Livre de Bici acontece na Lona.

 

Endereço:

Rua Ivanildo Alves s/nº – Nova Maré

Telefone: (21) 3105-6815/ 7871-7692

Horário de funcionamento:

De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados das 9h às 13h.

 

Principais realizações:

 

  • De 2012 a 2017 Favela Rock Show com as bandas Forfun, Korzus, Confronto, Drenna, Facção Caipira, Nove Zero Nove;
  • De 2014 a 2017 Maré de Verão com Tambores de Olokun, Agytoê, Orquestra Voadora, Maracutaia, Cordão do Boitatá, Coletivo Pernaltas;
  • De 2013 a 2016 Lona Música Livre com Ava Rocha, Chico Eller, Tono, Do Amor, Negro Léo;
  • 2016 Lab Criativo com artistas brasileiros e do Reino Unido;
  • De 2014 a 2016 Festival Internacional de Circo parceria com Circo Crescer Viver;
  • 2015 Amaréfunk com debates e shows;
  • 2014 Na Maré da Abayomy com shows de Otto, BNegão, Felipe Cordeiro e Jards Macalé;

 

 

 

 

Equipe:

Coordenação: Geisa Lino

Assistente de Produção / Comunicação: Douglas Lopes

Assistente de Produção: Carlos Henrique Marra

Agente de Leitura: Mariane Rodrigues

Portaria: Paulo Ronaldo

 

Parcerias:

Travessias – Arte Contemporânea na Maré, Muda Maré, Rock em Movimento, O Formigueiro, Nata Família, Maré Sobre Saltos, People Palace Project, Automática Produtora de Arte Contemporânea, Alimentamente, Escola de Artes Visuais do Parque Laje, 4ª CRE; Associação de Moradores das 16 comunidades da Maré, 11ª Bienal de Arquitetura de S ão Paulo.

 

Cogestão: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – Secretaria Municipal de Cultura.

Lona Cultural Municipal Herbert Vianna - Redes da Maré

Mão na Lata

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Foto: Vitória Maria de Melo

Desde 2003

em parceria com Tatiana Altberg

maonalata.com.br

O Mão na Lata busca aliar educação, fotografia e literatura no desenvolvimento artístico, pessoal e social de adolescentes da Maré. Na contramão do instantâneo e em um momento em que o acesso a câmeras digitais e de celulares incentiva o disparo de cliques aleatórios, o projeto surpreende pela forma escolhida para capturar imagens e retratar o mundo: latas recicladas.

A técnica utilizada é a pinhole (ou “furo de agulha”), que resgata a simplicidade extrema e os princípios básicos da fotografia para produzir imagens inesperadas com câmeras confeccionadas pelos próprios adolescentes do projeto que participam de todo o processo de forma coletiva. Ao longo dos mais de dez anos do projeto, mais de 60 crianças, adolescentes e jovens adultos desenvolveram um olhar crítico e poético, assim como narrativas individuais e coletivas, sobre seu cotidiano e seu entorno.

Principais realizações

2015 - Construindo CAIOprodução de um curta metragem de animação técnica de animação

2014 - Cada dia meu pensamento é diferente, exposição do ensaio fotográfico no Museu do Rio - MAR /  Fotografias do ensaio Cada dia meu pensamento é diferente integram a coleção do MAR través da doação do Fundo Orlando Nóbrega de Fotografia / A Maré e suas Latinhas Mágicas: Letras, Latinhas e Sonhos, exposição no Centro de Artes da Maré - CAM

2013 - Cada dia meu pensamento é diferente, publicação do livro com fotografias e textos a partir da obra de Machado de Assis, Editora Nau

2007 - Mão na Lata e Berro D’Água, exposição no Castelinho durante o festival FotoRio

2006 - Mão na Lata e Berro D’água, livro de fotografia inspirado no personagem Quincas do romance “A morte e a morte de Quincas Berro D’água” de Jorge Amado e da viagem realizada pelo grupo na Bahia, Editora Nova Fronteira | Lançamento do livro na Feira Literária de Paraty – Flip.

Equipe

Coordenação Tatiana Altberg

Produção Raquel Tamaio

Educador Fagner França

Parceria e Apoio

Parcerias

Museu de Arte do Rio - MAR, Instituto Moreira Salles, Casa Daros, Imagens do Povo

Apoio

2014 - Rio Filme

2013 - Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - Fomento / Secretaria de Estado de Cultura

2008-2009 - Edital Programa Petrobras Cultural Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro

Contato

maonalata.com.br

Maré Sem Fronteiras

Romper as fronteiras, tanto simbólicas quanto geográficas, que separam as diferentes comunidades da Maré. Estimular a autonomia de crianças e adolescentes. Valorizar a memória e a cultura local por meio da mobilidade entre as diferentes comunidades que formam a Maré.

Estes são alguns dos objetivos do “Maré sem Fronteiras”, projeto desenvolvido pela Redes da Maré em parceria com o Criança Esperança. A ação, que atende 125 crianças e adolescentes entre 7 e 16 anos, oferece atividades que surpreendem pela inovação e ousadia.

Além da oficina Livre de Bike são trabalhadas as linguagens das artes, com atelier de azulejaria, fotografia e teatro. O Maré sem Fronteiras realiza quinzenalmente passeios ciclísticos - as “bicicletadas” - entre pólos de cultura e pontos de interesse das crianças e jovens da Maré, estimulando a mobilidade dentro da comunidade.

O que parece um passeio trivial em diversas partes da cidade pode ser um acontecimento incomum em comunidades populares marcadas pela violência, como é o caso da Maré. O registro das ações, em vídeo e diários de bordo produzidos pelos participantes, perpetua o momento e faz com que as crianças e jovens reflitam sobre o absurdo das fronteiras existentes em sua própria comunidade.

Com os passeios, espera-se articular a experiência de crianças e jovens moradores da Maré com a memória das comunidades e da cidade, resgatando acontecimentos e valorizando as micro-histórias que se misturam aos grandes fatos e personagens que formam a cidade.

Por que a bicicleta?

Apontada como uma das mais viáveis alternativas ao caótico trânsito que toma conta das maiores cidades do mundo, a bicicleta é um transporte lúdico, barato, não poluente, sustentável e saudável.

A Maré, bairro predominantemente plano, é propícia ao seu uso. No entanto, por não possuir ciclovias, a circulação das bicicletas torna-se difícil e desigual em relação a motos, carros, caminhões e outros meios de transporte.

As bicicletadas, que reúnem entre 20 e 30 participantes por vez, pretendem ir de encontro com esta realidade, chamando a atenção para novos meios de transporte e estimulando o encontro, a comunicação, a interação e a troca entre as pessoas – a partir da compreensão de que a Maré é parte da cidade e não um território cindido.

A ideia é que moradores possam transitar livremente, exercendo o direito de ir e vir. Sem fronteiras.

Equipe

Coordenação Geral:  Maira Gabriel Anhorn e Geisa Lino

Educadores: Wallace Gonçalves Lino, Rodrigo Maré Souza, Renan Braga, Márcia de Queiroz e Fagner França.

Monitor Cultural: Carlos Marra, Clara Sacco, Douglas Lopes e Gilberto Vieira.

Oficinas

Oficina Livre de Bike

Faixa etária: adolescentes e jovens

25 alunos

Local: Lona Cultural Herbert Vianna - Lona da Maré

Educador: Renan Braga

Horário: 4ª feira - 14h às 17h

A Oficina Livre de Bike é um espaço aberto onde se ensina e se aprende sobre o universo das bicicletas. Durante os encontros conhecemos os mecanismos de uma bike simples, montando, desmontando e consertando as magrelas. Também são promovidas conversas sobre um mundo com menos carros e fronteiras. O objetivo é estimular a autonomia de ciclistas na Maré, partilhando espaços de troca de experiências onde aprender e ensinar fazem parte do processo. Acreditamos que isso mobilize jovens a refletirem sobre seu cotidiano na cidade: os usos dos espaços do seu bairro e novas formas de transporte, circulação, sustentabilidade e colaboração.

 

Oficina de Teatro

Faixa etária: adolescentes e jovens

25 alunos

Local: Redes da Maré

Educadores: Wallace Lino e Rodrigo Maré Souza

Horário: 2ª e 4ª feira – 19h às 22hh

A oficina tem por objetivo trabalhar a compreensão da linguagem teatral através dos diversos elementos cênicos, como o corpo, a voz, o ritmo, o espaço e o trabalho em grupo. O foco do trabalho está na percepção do espaço social e não apenas da cena, trazendo elementos como a escola e os demais espaços cotidianos dos jovens moradores.

Oficina de Azulejaria

Faixa etária: de 7 a 11 anos

25 alunos

Local: Redes da Maré

Coordenação: Laura Taves

Educadora: Márcia Queiroz

Horário: 3ª e 5ª feira – 9h30 às 11h

A Maré começou a se colorir com os azulejos em 2006, quando a Redes da Maré firmou parceria com o coletivo Azulejaria para a realização das oficinas do Atelier Azulejaria.
Nas oficinas de azulejaria, os alunos pintam azulejos que incorporam referências do universo infantil e refletem criticamente sobre o cotidiano da comunidade. Personagens da Disney, blindados policiais, lixo nas ruas e brincadeiras são temas  frequentes nas peças produzidas.

 

Oficina de Fotografia

Faixa etária: de 12 a 16 anos

25 alunos

Local: Redes da Maré

Coordenação: Tatiana Altberg

Educador: Fagner França

Horário: 2ª e 4ª feira – 9h30 às 11h e de 14h às 17h30

O Mão na Lata busca aliar educação, fotografia e literatura no desenvolvimento artístico, pessoal e social de adolescentes da Maré. Na contramão do instantâneo e em um momento em que o acesso a câmeras digitais e de celulares incentiva o disparo de cliques aleatórios, o projeto surpreende pela forma escolhida para capturar imagens e retratar o mundo: latas recicladas. A técnica utilizada é a pinhole (ou “furo de agulha”), que resgata a simplicidade extrema e os princípios básicos da fotografia para produzir imagens inesperadas com câmeras confeccionadas pelos próprios adolescentes do projeto que participam de todo o processo de forma coletiva.

 

Contato para maiores informações:

Telefone: (21)3105-5531 ou 3105-6815

E-mail: secretaria@redesdamare.org.br

Parceiros

Criança Esperança, Azulejaria, Mão na Lata, Bela Labe, Cia Marginal e Centro de Artes da Maré.

https://youtu.be/r3iOREt6rNA

Núcleo de Memória e Identidade da Maré - NUMIM

DONA OLIZIA 2

Núcleo de Memória e Identidade da Maré 

Preservar a memória das comunidades da Maré e reconstruir a identidade local são missões do Núcleo de Memória e Identidade (NUMIN) da Redes.  Ao contar o passado da Maré a partir dos relatos dos seus próprios moradores, o núcleo oferece um novo repertório de referências e informações para a discussão dos problemas do presente.

O trabalho de pesquisa, registro e divulgação da memória dos moradores vem sendo desenvolvido desde 2010 por um grupo de jovens universitários, moradores da Maré, orientados por pesquisadores. O núcleo vem realizando uma série de entrevistas e pesquisas em acervos particulares e públicos da cidade.

As investigações do núcleo já geraram dois livros: Memória e Identidade da Nova Holanda (2012) e Morro do Timbau e Parque Proletário (2014). As duas obras fazem parte de um projeto ambicioso: contar as memórias de todas as 16 comunidades da Maré, formando assim a coleção “Tecendo Redes de histórias da Maré”.

Para a Redes, o projeto de contar a origem e a evolução das comunidades da Maré não diz respeito apenas ao bairro. Ao investigar uma parte da história do Rio de Janeiro ainda esquecida, ou tocada de forma marginal, o  NUMIN contribui para a melhor compreensão da história da cidade, ajudando a quebrar preconceitos e estereótipos enraizados nas relações estabelecidas entre os cidadãos do Rio de Janeiro.

Equipe

Coordenação Geral

Edson Diniz

Marcelo Belfort

Paula Ribeiro

Coordenação Executiva

Higor Antônio

Pesquisadores

Gilson Jorge

Henrique Gomes

Marcelo Lima

Publicações

Memória e Identidade da Nova Holanda

Um relato do início de vida na região, quando os moradores, quase todos imigrantes de outras cidades, conviviam com a falta de água e luz e as ameaças de remoção.A publicação foi viabilizada por meio do edital “Memória, Patrimônio, Pesquisa e Publicação – Edição 2010″, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Baixe aqui o PDF.

Morro do Timbau e Parque Proletário

Por ser uma área seca, o Morro do Timbau foi o primeiro a atrair os trabalhadores, especialmente nos anos 1940 com a abertura da Avenida Brasil (então Variante Rio-Petrópolis). A ocupação do Parque Maré teve início no final da mesma década, com casas sob palafitas.

Baixe aqui o PDF.

Depoimentos

MORRO DO TIMBAU

Sobre a antiga paisagem do Morro do Timbau:

"Veio muita gente do Nordeste, muita gente que chegou aqui, foi fazendo barraquinho pra lá, tá entendendo? Aí povoou, ficou o povoamento, porque quando eu era menina, tinha meus dez, 11 anos, eu subia isso aqui (Morro do Timbau) lá em cima onde tem a Assembleia de Deus, e ali tinha pé de caju, pé de coqueiro, Jabuticaba, Jamelão. Eu era menina e você pegava manga ali, andava no mato, era mato que a gente vinha toda arranhada".

Dona Nicéia Perpétua da Rosa Laurinda, uma das mais antigas moradoras do Morro do Timbau

Sobre a formação do Núcleo da Praia de Inhaúma

"No começo, quando fui morar na Praia de Inhaúma, no pé do Morro do Timbau, ali era tudo mar… O Fundão era três ilhas só: O Bom Jesus, a Ilha das Cabras e outra que eu esqueci o nome agora … O mar era aberto, aí era um santuário de peixes"

"Meus filhos não quiseram ser pescadores… Ninguém quis ser do Mar, Só eu Mesmo"

Expedito Corrêa da Silva, pescador e ex-morador do Timbau, hoje vive em Ramos.

"Se foi uma luta, foi uma dificuldade? Foi! Porque meus pais eram pescador, né? E eu digo meus pais, porque eram meus avós, minha família toda foi pescador, é aquele negócio, sabe que pescador tem que pescar de noite pra trazer o pão, de manhã cedo, pra gente poder ter alimento".

Dona Nicéia Perpétua da Rosa Laurinda, uma das mais antigas moradoras do Morro do Timbau

"Aí, tinha uma área lá onde era capim. E aí resolvemos invadir aquilo ali, ivadimos aquilo ali… Quase toda noite fazíamos um barraco lá, né? … Eu fiz um barraco de tábua, foi quando eu trouxe minha mulher do Norte".

"Seu" Pedro Rufino, antigo morador da Praia de Inhaúma

PARQUE PROLETARIO

Sobre a formação do Parque Proletário da Maré:

"Quando a Maré enchia, lavava o assoalho do barraco. É triste…"

"Não tinha barraco nenhum, o primeiro barraco eu que fiz. Fazia de noite e tinha que dormir com a família dentro, porque se não, os guardas derrubavam!"

Bento Alves de Paiva, migrante paraibano que veio viver na Maré em 1949.

"Olha só, eu nasci em um lugar que, procurando no google, não tem no mapa. Parece que ele não foi catalogado no mapa. Tem várias cidades próximas, mas onde eu nasci não existe. Mas com certeza existe, porque fui lá em 1992, foi quando eu voltei, depois que vim pra cá (Maré). Fui lá visitar e por incrível que pareça, a casa é igual como eu me lembrava da minha infância".

"Eu não dizia:`eu moro em Bonsucesso`. Eu dizia: `Eu moro na Maré, Maré. Eu moro na Maré!"

Severino Edmudo de Aquino, morador do Parque Proletário e migrante do sertão da Paraíba.

Contato

E-mail: edson@redesdamare.org.br

Telefone: 3105-5531