EQUIPAMENTO

Fruto de três anos de pesquisa e intervenção junto com as cenas de uso de crack e outras drogas localizadas na Flávia Farnese e na Avenida Brasil, a Redes da Maré inaugurou, em maio de 2018, o primeiro espaço de referência sobre drogas em um território de favela. O principal objetivo é pautar uma agenda positiva sobre práticas de redução de danos e políticas de cuidado a pessoas que usam crack, álcool e outras drogas, a partir da convivência e da articulação de uma ampla rede de cuidado no território, estimulando a criação de vínculos, diálogos e narrativas alternativas para denunciar os efeitos da guerra às drogas. 

 

O Espaço Normal articula três frentes de atuação:

 

(1) criação de alternativas para pessoas com uso prejudicial de drogas e familiares;
(2) articulação institucional e territorial para construção de uma agenda local de redução de danos, e
(3) sensibilização e produção de conhecimento sobre práticas de redução de danos em contextos de violência.

ARTIGO | Espaço Normal comemora um ano da inauguração de centro de convivência

Por Andréa Blum, da Redes da Maré

Projeto referência de redução de danos dentro do território de favela apresenta trabalho em conferência internacional em Porto e consolida, no seu 5º ano de existência, metodologia e resultados

Rio de Janeiro, 07 de maio de 2019. No Dia Internacional da Redução de Danos, o Espaço Normal, projeto desenvolvido pela Redes da Maré, espaço de referência sobre drogas, comemora um ano da inauguração do seu centro de convivência, criado como uma das frentes do projeto que dá nome à casa, de desenvolvimento de uma metodologia de trabalho com populações em território de favela que usam drogas, muitas em situação de rua – que já alcança o quinto ano de atuação. 

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Horário de atendimento:

Espaço de convivência: de segunda à sexta, das 14h às 18h
Atendimento sociojurídico: quartas e sextas, das 14h à 18h

 

Endereço

Rua das Rosas 54 – Nova Holanda
Telefone: 3105 - 4767
 

Equipe

Coordenação Geral: Maïra Gabriel Anhorn
Coordenação do Espaço Normal: Luna Arouca
Articulador territorial: Henrique Gomes e André Galdino
Articulador institucional: Rodrigo Nascimento
Assistente social: Dayana Gusmão
Advogada: Aline Pancieri
Apoio: Paulo Ricardo Santos de Azevedo
Mobilizador: Nelson Teixeira – Associação de Moradores do Parque Maré; Lilian Leonel

 

Parceiro apoiador

Open Society Foundations

 

Parceiros institucionais e locais

Associação de Moradores do Parque Maré
Núcleo Interdisciplinar de Ações para Cidadania (NIAC/UFRJ)
Centro de Estudos sobre Segurança e Cidadania (CESeC)
CAPSad III Miriam Makeba
SMASDH/CASDH
SMASDH/4ª CDS

Consultório na Rua Manguinhos
CREAS Nelson Carneiro
CRAF Tom Jobim
Hotel Solidário Profeta Gentileza
Clinica da Família Jeremias Moraes da Silva
NASF
CNDDH – Conselho Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos catadores de Materiais Recicláveis / RJ
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro 
Defensoria Pública da União
Escola Estadual Professor Joao Borges
Escola Municipal Bahia
Programa Crack, Álcool e outras drogas - Fiocruz
Plataforma Brasileira de Política de Drogas – PBPD
Defensoria Publica do Estado do RJ (NUPEM E NUDEDH)
Cineminha na Cena: Bhega Silva – Cineminha no Beco

 

Movimentos

Escola Estadual Professor Joao Borges
Escola Municipal Bahia
Programa Crack, Álcool e outras drogas - Fiocruz
Plataforma Brasileira de Política de Drogas – PBPD
Defensoria Publica do Estado do RJ (NUPEM E NUDEDH)
Cineminha na Cena: Bhega Silva – Cineminha no Beco

Publicações

 

Meu nome não é cracudo - Clique aqui para ler o artigo. 

Em 2015 a Redes da Maré desenvolveu um processo de aproximação à cena aberta de consumo de drogas da rua Flávia Farnese, na Maré, atípica no Rio de Janeiro por sua estabilidade geográfica e demográfica. Combinando observação participante, criação de vínculos, intervenção, articulação institucional e entrevistas semiabertas com 59 dos cerca de 80 moradores da cena, buscou-se traçar o perfil e identificar as demandas dos moradores, entender as dinâmicas incidentes no espaço que ocupam e mapear as políticas de atendimento que ali atuam. Ponto de convergência de problemas sociais urbanos e contexto marcado por diversas violências, discriminações e trajetórias de marginalização, o estudo da “cracolândia” revela a urgente necessidade de políticas públicas integradas, capazes, inclusive, de ampliar as práticas de redução de danos para além das relacionadas diretamente ao uso de drogas. Revela também a importância da mediação de uma organização da sociedade civil integrada no território para articular demanda e oferta de políticas públicas, e facilitar a formulação de estratégias sustentáveis de atendimento aos usuários de drogas em situação de rua.

 

É preciso estar atendo e forteclique aqui pra ler a publicação

Esta Coletânea, fruto de um esforço coletivo, reúne as produções de diferentes pesquisas e pesquisadores vinculados ao Núcleo de Pesquisa sobre Políticas de Prevenção da Violência, Acesso à Justiça e Educação em Direitos Humanos (NUPPVAJ), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela foi possível graças ao apoio do CNPq1 ao Projeto de pesquisa2 “Políticas intersetoriais de Prevenção à Violência Urbana junto às populações em situação de rua”, no período de outubro de 2013 a outubro de 2017. Seu eixo condutor são um olhar que evita projeções etnocêntricas e uma escuta que se abre para as demandas das populações em situação de rua por reconhecimento, afrmação e efetivação dos direitos de cidadania.

 

PRINCIPAIS REALIZAÇÕES

2018
Inauguração do Espaço de convivência no Espaço Normal (maio de 2018) que funciona de portas abertas e oferece banho, cozinha, roupas, roda de conversa e encontros coletivos, atendimento sociojurídico;• Diálogos sobre Drogas em parceria com o Movimentos
2017
“Isto não é um banheiro: o que a construção participativa de um banheiro em uma cena aberta de crack revela sobre práticas de redução de danos no Rio de Janeiro?” (2017); “E preciso estar atendo e forte – contribuições para o cuidado a usuários de crack, álcool e outras drogas a partir da cena da Rua Flávia Farnese 500, Maré, Rio de Janeiro” (2017); Vídeo documentário sobre o Normal, quem deu o nome ao espaço (2017);• Articulação territorial a partir da criação Fórum de Atenção e Cuidado a pessoas que usam Álcool e outras Drogas na Maré, que reúne mensalmente profissionais de saúde, assistência social e representantes de outras instituições que atuam na Maré. A iniciativa deu origem, em junho de 2017, ao Atenda, polo de atenção integrada na Avenida Brasil; criação do Fórum territorial Politicas de drogas, Saúde e Violência que reúne atores e instituições da Maré, Manguinhos, Jacarezinho e Complexo do Alemão;• Construção de um banheiro na cena da Flavia Farnese 500, junto com os moradores locais, numa perspectiva de redução de danos;
2016
• Diagnóstico social dos usuários de drogas da Flávia Farnese a partir de 60 entrevistas, que deram origem ao artigo “Meu nome não é Cracudo” (2016);• Pesquisa e produção de conhecimento: publicação de 03 artigos : “Meu nome não é Cracudo” (2016); “Meu nome não é Cracudo” (2016);• Atividades culturais para os moradores da Flávia Farnese, tais como Cineminha na Cena com projeção de filmes, além de encontros fotográficos que resultaram na exposição Anotações de uma aproximação (2015) e a intervenção com fotografias lambe-lambe “Você me vê quando me olha, na Avenida Brasil (2016);

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