EQUIPAMENTO

Fruto de três anos de pesquisa e intervenção junto com as cenas de uso de crack e outras drogas localizadas na Flávia Farnese e na Avenida Brasil, a Redes da Maré inaugurou, em maio de 2018, o primeiro espaço de referência sobre drogas em um território de favela. O principal objetivo é pautar uma agenda positiva sobre práticas de redução de danos e políticas de cuidado a pessoas que usam crack, álcool e outras drogas, a partir da convivência e da articulação de uma ampla rede de cuidado no território, estimulando a criação de vínculos, diálogos e narrativas alternativas para denunciar os efeitos da guerra às drogas.
 
O Espaço Normal articula três frentes de atuação : (1) criação de alternativas para pessoas com uso prejudicial de drogas e familiares; (2) articulação institucional e territorial para construção de uma agenda local de redução de danos, e (3) sensibilização e produção de conhecimento sobre práticas de redução de danos em contextos de violência.

Horário de atendimento:


Espaço de convivência: de segunda à sexta das 14h às 18h
Atendimento sócio-jurídico: quartas e sextas das 14h à 18h

 

Contato

Endereço: Rua das Rosas 54 – Nova Holanda
Telefone: 3105 - 4767
Email: espaconormal@redesdamare.org.br

 

Equipe de redutores de danos

Coordenação Geral: Maïra Gabriel Anhorn
Coordenação do Espaço Normal: Luna Arouca
Articulador territorial: Henrique Gomes, André Galdino
Articulador institucional: Rodrigo Nascimento
Assistente social : Dayana Gusmão
Advogada: Aline Pancieri
Apoio: Paulo Ricardo Santos de Azevedo
Mobilizador: Nelson Teixeira – Associação de Moradores do Parque Maré; Lilian Leonel

 

Apoio financeiro

Open Society Foundations

 

Parcerias

Associação de Moradores do Parque Maré
Núcleo Interdisciplinar de Ações para Cidadania (NIAC/UFRJ)
Centro de Estudos sobre Segurança e Cidadania (CESeC)
CAPSad III Miriam Makeba
SMASDH/CASDH
SMASDH/4ª CDS

Consultório na Rua Manguinhos
CREAS Nelson Carneiro
CRAF Tom Jobim
Hotel Solidário Profeta Gentileza
Clinica da Família Jeremias Moraes da Silva
NASF
CNDDH – Conselho Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos catadores de Materiais Recicláveis / RJ
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro 
Defensoria Pública da União
Escola Estadual Professor Joao Borges
Escola Municipal Bahia
Programa Crack, Álcool e outras drogas - Fiocruz
Plataforma Brasileira de Política de Drogas – PBPD
Defensoria Publica do Estado do RJ (NUPEM E NUDEDH)
Cineminha na Cena: Bhega Silva – Cineminha no Beco

 

Movimentos

Escola Estadual Professor Joao Borges
Escola Municipal Bahia
Programa Crack, Álcool e outras drogas - Fiocruz
Plataforma Brasileira de Política de Drogas – PBPD
Defensoria Publica do Estado do RJ (NUPEM E NUDEDH)
Cineminha na Cena: Bhega Silva – Cineminha no Beco

Principais realizações:


• Diagnóstico social dos usuários de drogas da Flávia Farnese a partir de 60 entrevistas, que deram origem ao artigo “Meu nome não é Cracudo” (2016);
• Pesquisa e produção de conhecimento: publicação de 03 artigos : “Meu nome não é Cracudo” (2016); “Meu nome não é Cracudo” (2016); “Isto não é um banheiro: o que a construção participativa de um banheiro em uma cena aberta de crack revela sobre práticas de redução de danos no Rio de Janeiro?” (2017); “E preciso estar atendo e forte – contribuições para o cuidado a usuários de crack, álcool e outras drogas a partir da cena da Rua Flávia Farnese 500, Maré, Rio de Janeiro” (2017).
• Atividades culturais para os moradores da Flávia Farnese, tais como Cineminha na Cena com projeção de filmes, além de encontros fotográficos que resultaram na exposição Anotações de uma aproximação (2015) e a intervenção com fotografias lambe-lambe “Você me vê quando me olha?", na Avenida Brasil (2016); vídeo documentário sobre o Normal, quem deu o nome ao espaço (2017).
• Articulação territorial a partir da criação Fórum de Atenção e Cuidado a pessoas que usam Álcool e outras Drogas na Maré, que reúne mensalmente profissionais de saúde, assistência social e representantes de outras instituições que atuam na Maré. A iniciativa deu origem, em junho de 2017, ao Atenda, polo de atenção integrada na Avenida Brasil; criação do Fórum territorial Politicas de drogas, Saúde e Violência que reúne atores e instituições da Maré, Manguinhos, Jacarezinho e Complexo do Alemão.
• Construção de um banheiro na cena da Flavia Farnese 500, junto com os moradores locais, numa perspectiva de redução de danos;
•Inauguração do Espaço de convivência no Espaço Normal (maio de 2018) que funciona de portas abertas e oferece banho, cozinha, roupas, roda de conversa e encontros coletivos, atendimento sócio-jurídico.
• Diálogos sobre Drogas em parceria com o Movimentos

Publicações

Meu nome não é cracudo - Clique aqui para ler o artigo. 

Em 2015 a Redes da Maré desenvolveu um processo de aproximação à cena aberta de consumo de drogas da rua Flávia Farnese, na Maré, atípica no Rio de Janeiro por sua estabilidade geográfica e demográfica. Combinando observação participante, criação de vínculos, intervenção, articulação institucional e entrevistas semiabertas com 59 dos cerca de 80 moradores da cena, buscou-se traçar o perfil e identificar as demandas dos moradores, entender as dinâmicas incidentes no espaço que ocupam e mapear as políticas de atendimento que ali atuam. Ponto de convergência de problemas sociais urbanos e contexto marcado por diversas violências, discriminações e trajetórias de marginalização, o estudo da “cracolândia” revela a urgente necessidade de políticas públicas integradas, capazes, inclusive, de ampliar as práticas de redução de danos para além das relacionadas diretamente ao uso de drogas. Revela também a importância da mediação de uma organização da sociedade civil integrada no território para articular demanda e oferta de políticas públicas, e facilitar a formulação de estratégias sustentáveis de atendimento aos usuários de drogas em situação de rua.

 

 

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Esta Coletânea, fruto de um esforço coletivo, reúne as produções de diferentes pesquisas e pesquisadores vinculados ao Núcleo de Pesquisa sobre Políticas de Prevenção da Violência, Acesso à Justiça e Educação em Direitos Humanos (NUPPVAJ), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela foi possível graças ao apoio do CNPq1 ao Projeto de pesquisa2 “Políticas intersetoriais de Prevenção à Violência Urbana junto às populações em situação de rua”, no período de outubro de 2013 a outubro de 2017. Seu eixo condutor são um olhar que evita projeções etnocêntricas e uma escuta que se abre para as demandas das populações em situação de rua por reconhecimento, afrmação e efetivação dos direitos de cidadania.

 

PRINCIPAIS REALIZAÇÕES

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