RELEMBRANDO ROQUETE PINTO

“Quando vim para cá, aqui só era maré. Não tinha luz, nem água, tampouco rede de esgoto”.

Conheça Cabral Batista, de 90 anos, morador de Roquete Pinto desde 1952.

Ele conheceu um Rio de Janeiro bem diferente do atual: “Antes as casas eram em cima de assoalhos, quando a maré subia, a solução era arregaçar a calça e pisar na água”, conta.

MARÉ RESISTE À REMOÇÃO

Atanásio Amorim, morador do Timbau e um dos fundadores da Codefam, conta sobre as articulações entre associações de moradores e lideranças da Maré para resistir à remoção na década de 70, por causa da Linha Vermelha.

O País vivia sob a ditadura militar mas os moradores conseguiram impor suas reivindicações, numa demonstração de luta e organização por melhores condições de vida.

EM SUA 3ª EDIÇÃO, TRAVESSIAS LEVA ARTE CONTEMPORÂNEA À MARÉ

Exposição fica em cartaz até o dia 16 de novembro e reúne obras, tanto inéditas quanto de acervo, de oito artistas e coletivos brasileiros de renome internacional.

Arte da Maré estará representada por trabalhos de integrantes do Imagens do Povo.

Debates e visitas guiadas para estudantes e escolas fazem parte da programação.

Ajude a construir o Guia Cultural de Favelas

Iniciativa foi criada pelos jovens do projeto Solos Culturais, do Observatório de Favelas.

O guia é colaborativo e você pode incluir as suas dicas de espaços, eventos permanentes, projetos e tudo o que reflita a riqueza artística e cultural das favelas.

A versão inicial do guia já tem 50 pontos mapeados – sendo oito na Maré.